Toffoli autoriza PF a revistar malas de Tanure e cunhado de Vorcaro em aeroportos
PF revista malas de Tanure e cunhado de Vorcaro por ordem de Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, autorizou a Polícia Federal a realizar buscas e revistas nas bagagens de dois importantes empresários brasileiros nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. As ações ocorreram simultaneamente em aeroportos de dois estados diferentes, marcando mais um capítulo em investigações de grande repercussão.

Operação em dois aeroportos simultaneamente

Fabiano Zettel, identificado como cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, foi abordado pela PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. No momento da ação, ele tentava embarcar em um voo com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Paralelamente, no Rio de Janeiro, o empresário Nelson Tanure foi alvo do mesmo procedimento policial. Tanure estava prestes a viajar para Curitiba, capital do Paraná, quando teve suas malas revistadas pelos agentes federais.

Fundamentação legal e objetivos das buscas

As ordens judiciais, solicitadas pela Polícia Federal e homologadas pelo ministro Toffoli, especificavam claramente os objetivos das revistas. No caso do parente do dono do Banco Master, a determinação era apreender "aparelho de telefone celular e demais dispositivos eletrônicos e valores monetários eventualmente portados".

Em relação a Nelson Tanure, a PF justificou a medida pela necessidade de buscar evidências que possam "descobrir objetos necessários à prova de infração penal e colher elementos de informação". As autorizações detalhavam ainda outros objetos de interesse para as investigações em curso.

Medidas cautelares e restrições impostas

Além da revista das bagagens, Fabiano Zettel foi alvo de outras medidas judiciais mais severas. O empresário foi preso temporariamente e está proibido de deixar o território nacional. Como parte das determinações, a Polícia Federal também apreendeu seu passaporte.

A prisão temporária, válida por um período determinado por lei, é uma medida cautelar que visa assegurar a investigação. A proibição de sair do país e a apreensão do documento de viagem complementam as restrições, impedindo que o investigado se ausente do Brasil durante o andamento do processo.

As ações coordenadas em aeroportos de diferentes regiões do país demonstram o alcance e a complexidade das operações da Polícia Federal, que atuam com aval do Poder Judiciário. O envolvimento de figuras proeminentes do mundo empresarial e financeiro nacional tende a ampliar a repercussão do caso, que segue sob sigilo judicial em diversos aspectos.