Uma mulher foi vítima de tentativa de homicídio na manhã de quinta-feira (1º), na cidade de Aguaí, no interior de São Paulo. Ela foi atingida por disparos de arma de fogo após um desentendimento entre conhecidos e precisou ser internada.
Detalhes do ataque a tiros
O crime ocorreu por volta das 7 horas, na Rua Domingos Destro Sobrinho. De acordo com o relato da própria vítima à Polícia Militar, um desentendimento entre pessoas conhecidas havia acontecido por volta das 6h. Pouco depois da discussão, um homem chegou ao local dirigindo um carro prata e efetuou aproximadamente três tiros em direção ao grupo.
A mulher foi atingida na lateral do abdômen. Ela conseguiu ser levada ao pronto-socorro local, onde a equipe da PM foi acionada. Após os primeiros atendimentos em Aguaí, seu estado exigiu transferência para um hospital com maior complexidade.
Estado de saúde e investigação policial
A vítima foi encaminhada para a Santa Casa de São João da Boa Vista, onde permanece internada para avaliação cirúrgica. As informações médicas repassadas às autoridades indicam que, felizmente, ela não corre risco de morte.
As investigações preliminares da polícia apontam que o crime pode estar relacionado a um acerto de contas. Um dado crucial fornecido pela vítima é que o autor dos disparos estaria em regime de saída temporária, a conhecida "saidinha", do sistema prisional. Ele cumpre pena na Penitenciária de Casa Branca (SP).
A Polícia Militar realizou patrulhamentos na região na tentativa de localizar o suspeito, mas ninguém foi preso até o momento. O caso agora segue para as mãos da Polícia Civil, que assumirá as investigações.
Contexto de violência na região
O episódio em Aguaí reforça a preocupação com a violência no interior paulista. Recentemente, outras cidades da região registraram casos graves, como:
- Um homem que foi morto a tiros em Leme no primeiro dia do ano, após escapar de uma tentativa de homicídio anterior.
- Um foragido da Justiça que morreu em confronto com a PM.
- Multas aplicadas por rinha de galo, outro crime violento.
A situação levanta discussões sobre a eficácia dos regimes penitenciários e o controle sobre beneficiários de saidinhas, especialmente quando envolvidos em novos crimes violentos.