A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que ele receberá alta hospitalar nesta quinta-feira, dia 1º de fevereiro. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (31), mesmo dia em que a defesa do ex-mandatário apresentou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Pedido da defesa para permanência no hospital
Os advogados de Bolsonaro solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-presidente permaneça internado no hospital DF Star, em Brasília, até que haja uma decisão sobre o pedido de prisão domiciliar, feito também nesta quarta. O argumento central é o quadro clínico do paciente.
A defesa afirma que as intervenções cirúrgicas recentes e as intercorrências pós-operatórias exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado. No documento, os advogados justificam que a manutenção temporária no ambiente hospitalar seria recomendada até a conclusão da análise judicial.
Sequência de procedimentos médicos
Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro. A internação inicial foi para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e realizada no dia 25 sem problemas.
No entanto, o ex-presidente enfrentou crises persistentes de soluços, o que levou a equipe médica a realizar novos procedimentos:
- Sábado (27): Bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo.
- Segunda (29): Bloqueio do nervo frênico do lado direito.
- Terça (30): Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi realizada uma cirurgia de reforço.
- Quarta (31): Bolsonaro passou por uma endoscopia, que diagnosticou a persistência de esofagite e gastrite.
Em coletiva de imprensa, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou que tanto a cirurgia de hérnia quanto os procedimentos para conter os soluços transcorreram conforme o planejado. Os médicos também informaram que o ex-presidente está em uso de medicamentos antidepressivos.
Próximos passos após a alta
Pela manhã desta quinta-feira, os médicos farão uma reavaliação final do paciente antes da liberação. Após receber alta, a previsão é que Jair Bolsonaro retorne à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso, a menos que o ministro Alexandre de Moraes conceda o pedido de prisão domiciliar ou determine sua permanência no hospital.
O impasse entre a previsão de alta médica e o pedido da defesa coloca a decisão final nas mãos do ministro do STF. O desfecho deve definir se Bolsonaro voltará para a carceragem da PF ou se terá sua custódia alterada, pelo menos durante o período de recuperação pós-operatória.