A cantora Roberta Miranda demonstrou apoio e solidariedade à família de Tainara Souza Santos, vítima de um brutal feminicídio que chocou o país. A artista compareceu pessoalmente à missa de sétimo dia da jovem, realizada na última terça-feira (30), em um gesto de compaixão e união na busca por justiça.
Um gesto de apoio em meio à dor
Após a cerimônia religiosa, Roberta Miranda foi recebida na casa de Lúcia Silva, mãe de Tainara. Em um vídeo emocionante publicado por Lúcia nas redes sociais, as duas aparecem juntas, transmitindo uma mensagem de força. "Estamos juntas por justiça", afirmaram, resumindo o propósito do encontro.
Lúcia, ainda abalada pela perda da filha, agradeceu publicamente a presença da cantora. "Hoje é a missa de sétimo dia da minha filha. Dona Roberta Miranda está aqui comigo, ela queria muito me dar um abraço", disse. "Estamos juntas na luta por justiça, não só pela Tai, mas por todas as mulheres", completou, destacando a dimensão coletiva da tragédia. Em suas palavras, também havia um misto de dor e esperança: "Tenho certeza que lá de cima ela está bem, bem melhor do que aqui nesse mundo cruel."
Mais tarde, nas redes sociais, a mãe de Tainara voltou a agradecer: "Obrigada pelo carinho, obrigada por ter vindo na paróquia nos dar forças no momento tão difícil, a luta só está começando e eu conto com a senhora".
Os detalhes do crime brutal
Tainara Souza Santos, de 31 anos, morreu na terça-feira anterior, dia 24 de dezembro, véspera de Natal. A jovem passou por 26 dias de internação hospitalar após ser atropelada e arrastada por mais de um quilômetro por Douglas Alves da Silva, na zona norte de São Paulo.
Durante esse período, seu estado de saúde exigiu intervenções médicas extremas. Tainara foi submetida a cinco cirurgias, incluindo a amputação de ambas as pernas. Apesar dos esforços, ela não resistiu aos ferimentos.
De acordo com testemunhas e o advogado da família da vítima, Douglas e Tainara tiveram um breve relacionamento. O acusado está preso e responde a processo por feminicídio. A tragédia deixou dois filhos órfãos, de 13 e sete anos de idade.
Um caso emblemático em números alarmantes
A morte de Tainara transcende o caso individual e se tornou um símbolo no debate urgente sobre a violência de gênero e os feminicídios no Brasil. Os números do problema atingem patamares históricos e assustadores.
Dados oficiais revelam a gravidade da situação: apenas entre janeiro e setembro de 2025, foram registrados 1.075 crimes de feminicídio no país. Este caso específico, pela brutalidade e pelas circunstâncias, reacendeu a discussão pública sobre a eficácia das políticas de proteção à mulher e a necessidade de uma resposta mais firme do sistema de justiça.
A união de uma figura pública como Roberta Miranda com a família em luta ilustra como a sociedade civil pode se mobilizar. O apoio visa não apenas confortar os entes queridos de Tainara, mas também manter o foco na exigência por respostas e na prevenção de novas tragédias, em um cenário onde a violência contra a mulher continua a ceifar vidas diariamente.