Transferência para Papuda afasta Bolsonaro 27 km do hospital no DF
Bolsonaro a 27 km do hospital após transferência

A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda trouxe uma mudança significativa em um aspecto crítico: o acesso a atendimento médico de emergência. Agora, ele está a 27 quilômetros de distância do Hospital DF Star, local onde é tratado regularmente.

Mudança radical no tempo de deslocamento

Enquanto cumpria medida cautelar na Superintendência da Polícia Federal, na Asa Sul, Bolsonaro tinha uma vantagem logística importante. O percurso de aproximadamente dois quilômetros até a emergência do DF Star era feito em cerca de cinco minutos, facilitado pela proximidade e por esquemas de segurança.

Com a ida para a Papudinha, essa realidade mudou completamente. O trajeto agora é de 27 quilômetros, o que eleva o tempo mínimo de deslocamento para 35 minutos de carro, conforme estimativas do Google Maps citadas na decisão judicial. Em situações de urgência médica, essa diferença temporal pode ser crucial.

Contexto da transferência e críticas da defesa

A família e os aliados de Bolsonaro conduziram uma campanha pública criticando as condições na PF e pedindo um local considerado mais adequado para o cumprimento da pena. Paradoxalmente, como destacou o ministro Alexandre de Moraes em sua decisão de transferência, o resultado foi o afastamento do ex-presidente do setor hospitalar e das unidades militares.

Ele deixou a vizinhança do complexo médico e foi para um ambiente ao lado de uma das maiores populações carcerárias do país, conforme descrito na decisão. A estrutura da Polícia Federal, que oferecia certas comodidades, foi trocada pelo sistema prisional comum.

Histórico de internações e preocupações futuras

O ex-presidente tem um histórico de problemas de saúde que já o levaram a múltiplas internações no Hospital DF Star. A nova distância geográfica cria um obstáculo logístico para o atendimento rápido por parte da equipe médica que o acompanha.

A transferência, determinada em 15 de janeiro de 2026, coloca em evidência o debate sobre as condições carcerárias para autoridades públicas e o balanceamento entre a aplicação da lei e necessidades específicas de saúde, um tema que segue gerando discussão na opinião pública e no meio jurídico.