Fábrica de gelo clandestina é interditada e três pessoas são presas em Cosmópolis
Fábrica de gelo clandestina interditada em Cosmópolis

Fábrica de gelo clandestina é interditada e três pessoas são presas em Cosmópolis

Uma fábrica de gelo clandestina foi interditada na noite desta quarta-feira (11) no Jardim Alvorada, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. A operação, conduzida pela Guarda Municipal (GCM) e pela Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), resultou na prisão em flagrante de três indivíduos e na apreensão de 29 porções de crack.

Condições insalubres e uso de água da chuva

Durante a ação, os agentes constataram que o produto era fabricado sem qualquer controle sanitário ou condições de higiene. Um perito verificou que a água utilizada na produção do gelo era coletada diretamente da chuva, levantando graves preocupações sobre a qualidade e segurança do material. Imagens cedidas pela Guarda de Cosmópolis revelam um ambiente desorganizado, com sujeira acumulada e a presença de objetos pessoais, como um colchão, sofá, roupas e sapatos, misturados aos equipamentos de fabricação.

Operação desencadeada por denúncia de tráfico

A ocorrência teve início após uma denúncia de tráfico de drogas na região. Na Rua Professor Joaquim Pedroso, os agentes flagraram dois indivíduos entrando em um barracão onde funcionava a fábrica clandestina. Ao serem abordados, os suspeitos tentaram fugir, mas foram rapidamente detidos. Questionados, não apresentaram licença para a fabricação do gelo. Posteriormente, um terceiro indivíduo se identificou como proprietário do estabelecimento.

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Relato dos agentes e impacto na comunidade

O guarda municipal Rogério de Melo descreveu a cena: "A equipe foi averiguar, foi encontrado uma porção de substância parecida com o crack e pelo local havia algumas máquinas em funcionamento, três máquinas de gelo e quatro freezers. Na hora, a gente percebeu que era uma fábrica clandestina. Embalagens, muita sujeira, mal cheiro, resto de comida, bastante ependorf, tinha até uma cama bem suja no local". Ele destacou que a origem da água, retirada diretamente da encanação, foi o aspecto mais alarmante. Os produtos eram vendidos para comércios locais, como adegas e eventos, sem qualquer documentação legal.

O setor de fiscalização foi acionado e confirmou a ilegalidade da operação. A interdição da fábrica visa proteger a saúde pública, evitando a distribuição de gelo contaminado. A polícia civil continua investigando o caso para apurar possíveis conexões com outras atividades criminosas na região.

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