Polícia Civil do Rio de Janeiro avança na Operação Rastreio com nova fase de investigações
A Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro deu início, nesta quarta-feira, 8 de maio, a mais uma etapa significativa da Operação Rastreio, focada no combate à cadeia criminosa especializada em roubo, furto e receptação de aparelhos celulares. Desta vez, as atenções se voltaram para uma organização estruturada que possuía até uma loja física para a venda dos dispositivos subtraídos, evidenciando a sofisticação do esquema ilícito.
Mandados de busca e apreensão são cumpridos na Zona Sudoeste do Rio
Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) saíram em campo para executar 15 mandados de busca e apreensão, visando desmantelar as operações do grupo. As investigações, que se intensificaram nos últimos meses, revelaram que a quadrilha havia montado um sistema elaborado para "esquentar" telefones provenientes de roubos, furtos ou descaminho, dando-lhes uma aparência de legalidade através de empresas de fachada.
A organização criminosa mantinha uma loja física na região da Taquara, situada na Zona Sudoeste da capital fluminense, além de atuar de forma ativa nas redes sociais. Nesses canais digitais, os aparelhos eram anunciados com preços abaixo do mercado e com a falsa imagem de procedência regular, atraindo consumidores desavisados em busca de bons negócios.
Mecanismos financeiros complexos dificultavam rastreamento das transações
De acordo com as informações apuradas pela polícia, os investigados utilizavam um mecanismo financeiro intricado para obscurecer o rastreamento das transações monetárias. Notas fiscais eram emitidas em nome de outras empresas, muitas delas inexistentes ou registradas em municípios distantes, como Itaboraí e Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio.
- Os pagamentos eram direcionados para contas de laranjas, criando uma cadeia de transações que dificultava sobremaneira a identificação da origem real do dinheiro.
- Esse esquema fraudulento gerava prejuízos diretos aos consumidores, que poderiam enfrentar problemas ao acionar garantias ou seguros, já que os documentos fiscais fornecidos eram inválidos.
Operação busca apreender equipamentos e recuperar aparelhos subtraídos
Nesta quarta-feira, as diligências policiais tiveram como objetivo principal apreender equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam auxiliar nas investigações em andamento. Além disso, a ação busca recuperar aparelhos celulares que foram subtraídos de seus legítimos proprietários, devolvendo-os sempre que possível.
Desde o início da Operação Rastreio, em maio do ano passado, a Polícia Civil já conseguiu recuperar mais de 13,3 mil celulares em todo o estado do Rio de Janeiro. Desse total impressionante, aproximadamente 6 mil aparelhos foram devolvidos aos seus donos, trazendo alívio e justiça às vítimas desses crimes.
Ainda segundo os dados divulgados pela corporação policial, mais de 880 pessoas já foram presas em ações relacionadas à operação, demonstrando o alcance e a eficácia do trabalho de repressão a esse tipo de criminalidade organizada. A continuidade das investigações promete trazer novos desdobramentos e reforçar a segurança pública na região.



