Suzane von Richthofen é nomeada inventariante de bens do tio, mas processo enfrenta contestação
Suzane von Richthofen inventariante de tio, mas há contestação

Suzane von Richthofen assume papel de inventariante na herança do tio, mas processo é contestado

O falecimento de Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane von Richthofen, ocorrido em janeiro, desencadeou os trâmites legais para a divisão de seu patrimônio. Apesar de ter sido declarada indigna para herdar os bens dos próprios pais devido ao crime que cometeu, Suzane foi nomeada como inventariante no processo sucessório do tio.

Essa nomeação é baseada nas regras da sucessão previstas na legislação brasileira, que não estendem automaticamente a exclusão por indignidade para a herança de outros parentes além dos diretamente ofendidos.

Mecanismo legal permite participação de Suzane na herança

No caso específico de Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, não havia filhos ou cônjuge oficialmente reconhecidos no momento de sua morte. Essa situação faz com que os irmãos do falecido se tornem os herdeiros preferenciais, conforme estabelece o Código Civil.

Como a mãe de Suzane, Marísia von Richthofen, foi assassinada em 2002, aplica-se o direito de representação. Esse mecanismo legal permite que a filha ocupe o lugar da mãe na divisão dos bens do tio, assumindo assim a posição de inventariante no processo.

Contestação de companheira pode alterar curso da partilha

O processo de inventário de Miguel Abdalla Neto, no entanto, não segue sem obstáculos. Silvia Magnani apresentou contestação judicial, alegando ter sido companheira do falecido por mais de uma década.

Caso essa união estável seja comprovada perante a Justiça, Silvia passa a ter preferência na partilha dos bens, o que poderia modificar significativamente a distribuição da herança e o papel de Suzane como inventariante.

Esse cenário destaca a complexidade dos processos sucessórios no Brasil, especialmente quando envolvem figuras públicas e questões familiares delicadas. A situação de Suzane von Richthofen ilustra como as regras de herança podem ser aplicadas de forma distinta conforme o grau de parentesco e as circunstâncias específicas de cada caso.