Polícia investiga ligação de suspeitos de estupro coletivo em Copacabana com outros crimes
Suspeitos de estupro em Copacabana podem ter ligação com mais casos

Polícia investiga ligação de suspeitos de estupro coletivo em Copacabana com outros crimes

A 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana está conduzindo uma investigação aprofundada para determinar se dois dos quatro jovens presos e o menor apreendido no caso de estupro coletivo na região têm conexão com outras duas denúncias de crimes sexuais. Os casos emergiram após a primeira queixa, registrada por uma aluna do Colégio Pedro II, e agora a polícia busca esclarecer possíveis padrões criminosos.

Novas denúncias ampliam escopo das investigações

Segundo informações da polícia, os agentes estão realizando diligências e aguardam ouvir a vítima da segunda denúncia, que se refere a um caso ocorrido em 2023. Na época, a adolescente tinha apenas 14 anos. Em outro episódio, datado de outubro de 2025, uma testemunha já prestou depoimento, e as autoridades aguardam a quebra do sigilo telemático dos investigados para coletar mais evidências.

Os réus na Justiça pelo crime em Copacabana são identificados como Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos. O adolescente apreendido está sob investigação por ato infracional análogo ao crime de estupro, e sua identidade não foi divulgada por ser menor de idade. Ele está atualmente em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas.

Casos específicos sob análise policial

A Polícia Civil solicitou ao Colégio Pedro II que envie os procedimentos administrativos envolvendo dois alunos da instituição: Vitor Hugo Simonin e o adolescente apreendido. Os casos investigados incluem:

  • Apartamento no Maracanã, 2023: Mattheus e o menor são acusados de cometer um crime semelhante ao de Copacabana em um apartamento na Zona Norte. A denúncia foi registrada pela mãe da vítima em março, após a divulgação do caso principal. A vítima, que tinha 14 anos na época, relatou ter sido forçada a ficar em um cômodo, agredida e obrigada a fazer sexo com os acusados e uma terceira pessoa não identificada.
  • Festa no Humaitá, outubro de 2025: Vitor Hugo Simonin é investigado por um caso de estupro que teria ocorrido durante uma festa junina de alunos do Colégio Pedro II. A vítima afirmou que foi obrigada a praticar sexo oral após ser forçada por Simonin, e só percebeu a gravidade do crime após o caso de Copacabana vir à tona.

A defesa dos acusados tem apresentado argumentos variados. No caso de Mattheus, os advogados alegam que o inquérito foi concluído rapidamente sem oportunidade de esclarecimentos, enquanto no caso de Simonin, a defesa não se manifestou até o momento. As investigações continuam, com a polícia buscando consolidar as provas e ouvir todas as partes envolvidas para garantir a justiça.