Investigação atribui aos EUA ataque fatal a escola no Irã que matou 175 pessoas
EUA responsáveis por ataque a escola no Irã que matou 175, diz investigação

Investigação aponta responsabilidade dos EUA em ataque a escola iraniana com 175 mortos

Uma investigação em andamento indica que os Estados Unidos foram responsáveis pelo ataque que resultou na morte de 175 pessoas em uma escola no Irã, em um episódio que marca a escalada dramática do conflito regional. Ao contrário de confrontos recentes, como a guerra entre Irã e Israel em junho de 2025 e os embates entre Israel e Hamas, a atual Guerra do Irã expandiu-se significativamente, ultrapassando as fronteiras dos países diretamente envolvidos e espalhando-se por todo o Oriente Médio.

Origens do conflito e primeiros ataques

Os combates, que agora entram na segunda semana, tiveram início em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. Este ataque resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e também atingiu uma escola com estudantes, entre outros alvos civis e militares. Em resposta, o Irã lançou ataques retaliatórios não apenas contra Israel, mas também direcionados a embaixadas, bases americanas distribuídas pela região e alvos civis, incluindo prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos.

Expansão do conflito e envolvimento de múltiplos países

Paralelamente, Hezbollah e Israel intensificaram as hostilidades, arrastando o Líbano, inclusive sua capital Beirute, para o teatro de operações. A guerra rapidamente assumiu proporções regionais, com diversos países sendo envolvidos direta ou indiretamente:

  • Irã: Sofrendo bombardeios contra alvos militares, políticos e civis, o país fechou o estreito de Ormuz, vital para o escoamento de petróleo, e atacou navios no Golfo Pérsico.
  • Estados Unidos: Mobilizaram um enorme efetivo militar na região, incluindo caças e frotas navais, com bases em países como Bahrein, Catar e Omã.
  • Israel: Realiza ataques diários ao território iraniano e enfrenta bombardeios constantes do Irã, além de confrontos com o Hezbollah no Líbano.
  • Líbano: Com mais de 700 mortos por mísseis israelenses, o país viu sua capital e outras regiões serem alvo de bombardeios pesados.
  • Emirados Árabes Unidos: Alvo de mais de 800 ataques com drones suicidas iranianos, incluindo instalações civis emblemáticas em Dubai.

Outros países afetados e ações internacionais

O conflito também impactou nações como Catar, que interrompeu a produção de gás natural após ataques; Bahrein, destino frequente de drones iranianos; e Omã, que mantém neutralidade, mas viu suas bases americanas serem atacadas. Além disso:

  1. Arábia Saudita: Teve sua refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, como alvo de bombardeios iranianos.
  2. Iraque: Fortemente atacado devido à presença de bases americanas, com incidentes como a queda de um avião KC-135 dos EUA em seu espaço aéreo.
  3. Chipre: Base militar britânica atacada por drones, possivelmente do Hezbollah.
  4. Azerbaijão: Aeroporto e áreas civis atingidos por drones suicidas iranianos.

Outros países tiveram participação marginal, como Sri Lanka, onde um submarino americano afundou um navio militar iraniano; Turquia, com baterias antiaéreas da Otan abatendo mísseis iranianos; e nações europeias como Reino Unido e França, que enviaram apoio militar limitado. Esta guerra, desencadeada pelo ataque fatal à escola, continua a se expandir, com implicações profundas para a estabilidade regional e internacional.