Imagens de segurança mostram suspeito na residência da família desaparecida em Cachoeirinha
Imagens de câmeras de segurança de uma rua em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, registraram o principal suspeito do desaparecimento da família Aguiar dentro da casa deles três dias após o sumiço. As gravações, datadas de 28 de janeiro, mostram Cristiano Domingues Francisco entrando e saindo do local carregando mochilas, em um momento em que as primeiras informações sobre o desaparecimento já haviam sido divulgadas.
Versões contraditórias e desconfiança dos vizinhos
Moradores vizinhos ao local desconfiaram da movimentação atípica e abordaram o suspeito. Segundo relatos, ao ser questionado, Cristiano não soube explicar o paradeiro da família e afirmou que Silvana teria sofrido um acidente em Gramado, motivo pelo qual estaria ajudando os parentes dela. No entanto, a polícia já confirmou que esse acidente nunca aconteceu, levantando sérias dúvidas sobre a veracidade de sua narrativa.
A polícia confirma que possui as imagens e que o suspeito relatou ter ido ao local para buscar ração e alimentos para um gato e um cachorro. Ele teria retornado à residência em outros dias, aumentando as suspeitas sobre seu envolvimento no caso.
Detalhes do caso que mobiliza a Polícia Civil
O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, mobiliza a Polícia Civil desde o fim de janeiro, desencadeando uma investigação minuciosa que busca esclarecer as circunstâncias e o paradeiro da família. O principal suspeito é o ex-marido de Silvana e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, que está preso há uma semana com prisão temporária de prazo máximo de 30 dias.
Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação, destacando a gravidade do caso.
Perfil da família e linha do tempo dos acontecimentos
Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail e Dalmira são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos, mantendo um bom relacionamento com a filha.
Linha do tempo da investigação:
- 2 de janeiro: Silvana solicita o contato do Conselho Tutelar em um grupo de mensagens.
- 9 de janeiro: Silvana registra no Conselho Tutelar que seu ex-marido desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.
- 24 de janeiro: Silvana é vista pela última vez. Uma publicação falsa em suas redes sociais alegava um acidente em Gramado.
- 25 de janeiro: Os pais de Silvana saem para procurá-la e também desaparecem.
- 5 de fevereiro: Perícia encontra vestígios de sangue na casa de Silvana.
- 10 de fevereiro: Cristiano é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico.
Descobertas recentes e andamento das investigações
A polícia já confirmou que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate. Entre as evidências coletadas estão:
- Vestígios de sangue no banheiro e na área externa da casa de Silvana.
- Um projétil de arma de festim encontrado no pátio da casa dos idosos.
- O celular de Silvana localizado escondido em um terreno baldio próximo.
- Áudios nos quais Cristiano estaria tentando interferir na investigação.
O desaparecimento da família Aguiar completa três semanas, com a comunidade local realizando protestos e caminhadas em Cachoeirinha pedindo solução para o caso. O filho de Silvana foi encaminhado para a casa dos avós paternos, enquanto as autoridades continuam a buscar respostas para esse mistério que chocou a região.



