Aliado de Vorcaro, 'Sicário' é réu por esquema de pirâmide em MG e tenta suicídio após prisão
'Sicário', aliado de Vorcaro, é réu por pirâmide e tenta suicídio

Aliado de Vorcaro enfrenta acusações por fraudes milionárias em Minas Gerais

Luiz Phillipi Machachado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido 'Sicário', figura central na operação da Polícia Federal que resultou na nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, acumula graves problemas na Justiça de Minas Gerais. O indivíduo é formalmente réu na 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, respondendo por crimes de fraudes financeiras, organização de quadrilha e lavagem de dinheiro, em um esquema amplamente caracterizado como pirâmide financeira.

Prisão recente e tentativa de suicídio na carceragem da PF

Preso na quarta-feira, 4 de março de 2026, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, Mourão protagonizou um episódio dramático nas dependências da Polícia Federal em Minas Gerais. Logo após sua captura, ele tentou se enforcar dentro da carceragem, sendo socorrido a tempo pelos agentes. A PF já abriu um inquérito específico para apurar minuciosamente as circunstâncias dessa tentativa de suicídio, que ocorreu sob custódia policial.

Esquema de pirâmide da Maximus Digital deixou milhares de vítimas

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, apresentada em outubro de 2021, Mourão era sócio da empresa Maximus Digital. Esta companhia, em conjunto com outras entidades do grupo Alcateia, oferecia serviços de investimentos com promessas de retornos financeiros extraordinariamente altos, completamente fora dos padrões convencionais do mercado. O modus operandi típico de esquemas piramidais foi empregado:

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  • Pagamento de lucros iniciais para os primeiros investidores
  • Bonificações por recrutamento de novos participantes
  • Fechamento abrupto das operações em fevereiro de 2018

O colapso da empresa deixou milhares de vítimas impossibilitadas de resgatar seus investimentos, configurando um prejuízo coletivo de proporções significativas. O MP mineiro documentou inúmeras reclamações de investidores que não conseguiam recuperar nem mesmo o capital inicial aplicado.

Ligação perigosa com Daniel Vorcaro e intimidação a adversários

A atuação criminosa de 'Sicário' não se limitou ao esquema de pirâmide. Investigações da Polícia Federal revelaram que ele desempenhava um papel crucial na estrutura de Daniel Vorcaro, sendo responsável por coordenar e financiar ações de intimidação contra adversários do Master e jornalistas que publicavam matérias desfavoráveis. Interceptações telefônicas captaram Vorcaro dando ordens explícitas para 'quebrar os dentes' e simular assaltos contra profissionais da imprensa.

O processo judicial referente ao esquema de pirâmide ainda não foi concluído, mantendo Mourão e os outros dez réus na condição de acusados sem condenação definitiva. A Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, prendeu além de Vorcaro e 'Sicário', mais dois investigados, evidenciando a extensão das atividades criminosas em investigação.

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