Família de corretora gaúcha esquartejada em SC vive luto interrompido à espera de liberação do corpo
Família aguarda liberação de corpo de corretora esquartejada em SC

Família de corretora gaúcha esquartejada em SC vive luto interrompido à espera de liberação do corpo

A família da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, brutalmente assassinada e esquartejada em Florianópolis, Santa Catarina, descreve as últimas duas semanas como um período de sofrimento imenso e espera angustiante. Os parentes aguardam a liberação do corpo para realizar o sepultamento em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas enfrentam uma demora que tem prolongado o luto de maneira insuportável.

Angústia familiar e pedido por justiça

Em publicação conjunta nas redes sociais, os irmãos de Luciani expressaram sua dor e fizeram um apelo por justiça. "Tudo o que queremos é poder nos despedir da nossa irmã e encontrar um mínimo de alívio em meio a tanta dor", destacaram. Eles relataram que a espera tem sido um tormento diário, impedindo até mesmo a tentativa de seguir em frente. "Estamos vivendo um luto interrompido, preso, sem respostas, sem paz", desabafaram.

A indefinição está diretamente ligada à conclusão das perícias, que pode levar até 40 dias, conforme informado pela Polícia Científica de Santa Catarina. Amostras coletadas estão sendo analisadas nos setores de genética e toxicologia, este último para verificar a possível presença de substâncias como drogas ou medicamentos.

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Detalhes do crime brutal

Luciani, nascida em Alegrete e criada em Canoas, foi vista pela última vez no dia 4 de março. O desaparecimento foi registrado em 9 de março, e em 11 de março um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, Santa Catarina. A Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram da corretora em 13 de março.

Três indivíduos foram presos sob suspeita de envolvimento no crime:

  • A administradora da pousada onde Luciani residia
  • Um vizinho de porta da vítima
  • A namorada deste vizinho

O caso está sendo investigado como latrocínio, caracterizado por roubo seguido de morte. A polícia identificou compras realizadas pelos investigados utilizando o nome de Luciani após seu desaparecimento, incluindo itens como eletrônicos e artigos esportivos.

Alertas da família e procedimentos policiais

Os familiares estranharam o fato de Luciani não atender ligações e notaram uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas de seu celular, o que acendeu o alerta. Segundo a Polícia Civil, as partes do corpo foram divididas em cinco pacotes distintos e transportadas no carro da própria vítima até uma ponte na área rural, onde foram jogadas em um córrego.

A Polícia Científica de Santa Catarina emitiu uma nota oficial explicando os procedimentos técnicos adotados. Devido ao estado fragmentado do corpo, os peritos priorizaram a reunião e análise conjunta de todos os fragmentos para garantir a precisão e evitar múltiplos exames genéticos isolados. "Esse protocolo é fundamental para assegurar a precisão pericial e resguardar a dignidade da vítima e de seus familiares", afirmou a instituição.

Contexto familiar trágico

Luciani deixa para trás os irmãos e a mãe, tendo perdido o pai há duas décadas, também vítima de latrocínio aos 47 anos. A família agora enfrenta não apenas a dor da perda, mas também a angústia de um processo burocrático que adia o momento de despedida.

Enquanto aguardam a conclusão das análises periciais, que devem levar entre 20 e 40 dias, os parentes seguem em um limbo emocional, clamando por celeridade e justiça em um caso que chocou o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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