Justiça decreta prisão preventiva de gerente de garagem por golpes de R$ 2 milhões em Rio Preto
Prisão preventiva de gerente de garagem por golpes em Rio Preto

Justiça decreta prisão preventiva de gerente de garagem por golpes milionários em Rio Preto

A Justiça de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, decretou a prisão preventiva do gerente de uma garagem, Emmanuel Benetiz, investigado por aplicar golpes contra clientes que resultaram em um prejuízo total estimado em R$ 2 milhões. A decisão judicial ocorre após o andamento das investigações, que apontam a participação de Benetiz em um esquema criminoso em conjunto com o proprietário do estabelecimento.

Detalhes do caso e cronologia dos fatos

Emmanuel Benetiz havia se apresentado voluntariamente à Polícia Civil em março, prestado depoimento e sido liberado com o cumprimento de medidas cautelares. No entanto, com o avanço das apurações, o poder judiciário reconsiderou a situação e determinou sua prisão preventiva. Conforme informações da TV TEM, Benetiz tem até esta sexta-feira, 16 de agosto, para se apresentar espontaneamente. Caso não o faça, será considerado foragido e alvo de buscas policiais.

O proprietário da garagem, Rodrigo Junior Veronezi, também é alvo da investigação e foi preso em 23 de março em Goiânia, Goiás, a mais de 500 quilômetros de distância de Rio Preto. A dupla é acusada de cometer golpes que lesaram pelo menos 134 pessoas, conforme apontou o delegado responsável, Jonathan Marcondes.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Métodos utilizados nos golpes

Segundo as investigações da Polícia Civil, Emmanuel Benetiz era o responsável por convencer e captar vítimas na internet, oferecendo serviços de consignação de veículos na garagem. Ele participava, junto com Rodrigo Veronezi, de reuniões que levavam as pessoas a acreditar em propostas lucrativas.

Já Rodrigo Veronezi, como dono da garagem, financiava veículos sem autorização dos proprietários legítimos e falsificava assinaturas em cartório para transferir os carros de forma irregular. Ele vendia os automóveis, mas não repassava o valor aos donos originais, o que impedia os compradores de transferirem a documentação dos veículos.

Indiciamento e número de vítimas

A Polícia Civil indiciou a dupla em 8 de abril, após concluir que eles fizeram 37 vítimas diretas com os golpes. O inquérito foi então encaminhado à Justiça para as devidas providências. As investigações revelaram que o esquema causou prejuízos significativos, com uma vítima relatando perdas de R$ 36 mil, conforme arquivo pessoal divulgado.

O caso destaca a gravidade dos crimes financeiros e a atuação conjunta da polícia e do judiciário para combater esse tipo de delito. As autoridades continuam monitorando a situação, e a defesa dos acusados foi contactada pelo g1, mas ainda não se pronunciou publicamente.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar