Homem de 21 anos é preso por suspeita de homicídio de professor em São Sebastião
Na noite do último sábado (7), um homem de 21 anos foi preso em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, suspeito de ter participado do homicídio do professor Jucimar Barreto, ocorrido em setembro de 2025. O indivíduo, que era procurado pela Justiça, decidiu se entregar às autoridades, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública. A Polícia Civil compareceu ao endereço do investigado após sua rendição, conduzindo-o ao 2º Distrito Policial de São Sebastião, onde permanece à disposição da Justiça.
Detalhes do crime e investigação
O professor Jucimar Barreto, de 44 anos, foi encontrado morto e enterrado em uma área de mata no bairro Piavu, na região do Camburi, após ter desaparecido na noite de 18 de setembro de 2025. Ele foi visto pela última vez ao sair do trabalho na escola estadual Dulce César Tavares, em São Sebastião. A polícia suspeita que o crime tenha motivação patrimonial, com indícios de que a vítima tenha sido morta com golpes de machado.
Logo após o ocorrido, em setembro do ano passado, dois adolescentes foram apreendidos como suspeitos de participação no homicídio. O homem agora preso era o terceiro indivíduo procurado no caso. Durante as investigações, o carro do professor foi localizado circulando na cidade no dia seguinte ao desaparecimento, levando a uma perseguição policial na qual os ocupantes abandonaram o veículo e fugiram a pé, sem serem capturados na ocasião.
Perfil da vítima e impacto na comunidade
Jucimar Barreto era um professor de geografia altamente dedicado, atuando em um colégio particular pela manhã e como vice-diretor em uma escola pública no período da tarde e noite. Natural da Bahia, ele vivia em São Sebastião há aproximadamente 15 anos, onde se formou como educador. Familiares e amigos o descreviam como uma pessoa tranquila, sem inimizades, que frequentava a igreja e se dedicava integralmente ao ensino.
Em nota, uma das escolas onde trabalhava expressou profundo pesar, destacando sua dedicação, humildade e amor pela profissão. O corpo do professor foi velado e sepultado em 25 de setembro de 2025, deixando uma comunidade escolar e familiar em luto por uma vida marcada pelo serviço à educação.
A prisão do suspeito representa um avanço significativo nas investigações, embora a polícia continue apurando os detalhes do crime. O caso chama a atenção para a violência que atinge profissionais da educação e reforça a importância das investigações policiais na busca por justiça.



