Ratinho Júnior anuncia foco no Paraná após desistir da Presidência e promete 'escudo' contra Brasília
Ratinho Júnior foca no Paraná após desistir da Presidência

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, do PSD, realizou sua primeira declaração pública nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, após anunciar que não concorrerá à Presidência da República. A decisão, segundo ele, foi difícil e levou em conta a indefinição partidária e seu compromisso com os eleitores paranaenses, que deseja proteger das disputas políticas nacionais.

Proteção contra as brigas de Brasília

Em suas palavras, Ratinho Júnior expressou preocupação com o impacto das contendas federais no Paraná. "Eu tenho muito medo que as brigas de Brasília venham atrapalhar o Paraná", afirmou o governador. Ele destacou que, durante seus sete anos de gestão, conseguiu blindar o estado dos prejuízos causados por esses conflitos em nível nacional.

"Minha função é fazer um escudo disso, proteger o paranaense", declarou Ratinho, enfatizando seu foco em manter a estabilidade e o desenvolvimento local, longe das turbulências da capital federal.

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Foco na sucessão estadual e oposição a Sergio Moro

Com a desistência da corrida presidencial, a principal prioridade do governador agora é garantir a eleição de seu sucessor no Paraná e impedir a vitória de Sergio Moro, recentemente filiado ao PL e líder nas pesquisas eleitorais estaduais. Ratinho não revelou quem será seu herdeiro político, mas mencionou dois nomes em potencial:

  • Guto Silva, secretário das Cidades do Paraná
  • Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa

Segundo ele, o anúncio oficial deve ocorrer nos próximos dias, mas há uma grande ansiedade em torno dos nomes. "A convenção é só em julho, então o anúncio de nome agora não resolve nada", explicou Ratinho, acrescentando que o foco imediato é organizar as chapas de deputados e fortalecer os partidos aliados.

Contexto partidário e decisão difícil

Ratinho Júnior era uma das três opções do PSD para a disputa presidencial, ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A indefinição da sigla sobre qual candidato lançar pesou em sua decisão de permanecer no Paraná até o final do mandato.

O governador reforçou seu compromisso com o eleitorado paranaense, afirmando que sua missão é continuar trabalhando pelo estado e evitar que as disputas políticas nacionais interfiram no progresso local. "Nós conseguimos proteger o Estado durante sete anos dessa briga que acontece em Brasília e que traz muito prejuízo para o Brasil", ressaltou.

Com essa mudança de rumo, Ratinho Júnior se concentra em consolidar sua base política no Paraná, preparar a sucessão estadual e manter o estado como um bastião de estabilidade frente às incertezas da política nacional.

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