Um homem suspeito de assaltar um correspondente bancário em Buritis, no Noroeste de Minas Gerais, foi preso nesta terça-feira (13). A prisão ocorreu após uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Militar. O crime, que chamou a atenção pelo método incomum, havia acontecido no dia 9 de dezembro.
O método do bilhete e a ação rápida
O assalto seguiu um roteiro atípico. De acordo com o relato da atendente à Polícia Militar, o criminoso se aproximou e perguntou qual era o valor máximo para saque. Ao ser informado de que era R$ 7 mil, ele pediu uma caneta e escreveu em um bilhete a frase: “É um assalto, passa tudo”.
Inicialmente, a vítima pensou se tratar de uma brincadeira. No entanto, a situação ficou clara quando o homem colocou a mão dentro de uma bolsa, mostrou que estava armado e repetiu a ordem para que todo o dinheiro fosse entregue. A atendente acabou repassando aproximadamente R$ 3 mil ao assaltante.
Fuga e investigação que levou à prisão
Toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento. As imagens também capturaram o momento em que o homem fugiu no banco de trás de uma motocicleta, pilotada por um comparsa. A identificação do principal suspeito foi possível através das filmagens, mas ele não foi localizado imediatamente após o crime.
As investigações levaram os policiais até a casa do suposto comparsa. Embora ele não estivesse no local, sua esposa permitiu o contato por telefone. Em seu primeiro depoimento, o homem alegou ter sido rendido por um indivíduo armado que o obrigou a cooperar com a fuga.
Contudo, diante das evidências apresentadas pelos militares – incluindo o fato de que os dois eram amigos e já haviam sido abordados juntos anteriormente –, ele admitiu ter mentido. O comparsa então confirmou que o assaltante o coagiu a ajudá-lo. A motocicleta utilizada na fuga foi apreendida e removida para o pátio credenciado ao Detran.
Prisão em área rural e apreensão de arma
Com base nas investigações e em denúncias recebidas, os policiais localizaram o principal suspeito. Ele estava escondido na casa do pai, localizada em uma comunidade rural da região. No momento da prisão, foi apreendida uma espingarda calibre .22.
O mandado de prisão foi cumprido e o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O caso, que começou com um bilhete manuscrito, terminou com a prisão do investigado pouco mais de um mês após o assalto.