O mercado financeiro brasileiro apresentou um desempenho positivo nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, com o Ibovespa em alta e o dólar apresentando leve queda. O cenário foi marcado pela atenção dos investidores a dois fatores principais: a nova pesquisa de intenção de voto para a corrida presidencial e os desdobramentos da crise internacional entre Estados Unidos e Irã.
Pesquisa eleitoral influencia o humor do mercado
Pela manhã, foi divulgada a primeira pesquisa Genial/Quaest realizada após a confirmação de Flávio Bolsonaro como candidato a suceder o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na disputa pela Presidência da República. Os números mostraram que o ex-presidente Lula ainda lidera em todos os cenários testados contra seus adversários, que incluem, além de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No entanto, as margens de vantagem não são consideradas tão folgadas, o que mantém o cenário político sob os holofotes dos agentes econômicos.
Ibovespa na contramão de Wall Street
Enquanto os principais índices de Wall Street abriram o pregão em queda, refletindo apreensão com o conflito geopolítico, o principal índice da bolsa brasileira (B3) seguiu caminho oposto. Por volta das 11h50, o Ibovespa registrava uma valorização de 0,7%, atingindo a marca de 163.062 pontos. Essa performance positiva em meio a um contexto externo volátil chamou a atenção dos analistas.
Já o dólar, que passou as primeiras horas da sessão oscilando entre pequenas altas e baixas, passou a operar em terreno negativo. A moeda norte-americana registrava uma queda de 0,1% no mesmo horário, sendo negociada a R$ 5,37.
Contexto externo e perspectivas
A tensão entre Estados Unidos e Irã continua a ser um fator de risco global, capaz de impactar o fluxo de capitais e o preço de commodities. No entanto, no dia de hoje, a reação interna a dados locais, como a pesquisa eleitoral, parece ter se sobreposto ao nervosismo internacional, pelo menos temporariamente.
O desempenho do mercado acionário brasileiro sugere uma certa resiliência, ainda que os investidores permaneçam cautelosos. Os próximos pregões devem continuar sensíveis a qualquer novo desdobramento tanto no front político doméstico quanto no cenário de conflito no exterior, que pode afetar a aversão global ao risco.