Polícia Civil solicitará quebra de sigilo telefônico de réus por estupro coletivo em Copacabana
A Polícia Civil do Rio de Janeiro está prestes a solicitar à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos quatro réus adultos envolvidos no caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. A medida visa obter informações cruciais para as investigações, uma vez que os aparelhos celulares dos acusados não foram localizados.
Dispositivos eletrônicos não encontrados nas buscas
Assim que a prisão preventiva dos jovens foi decretada, o Ministério Público emitiu mandados de busca e apreensão para os dispositivos eletrônicos dos suspeitos. No entanto, durante as diligências realizadas nas residências dos acusados, os policiais não encontraram telefones ou computadores. Na delegacia, os suspeitos se apresentaram voluntariamente, mas sem os smartphones e se recusaram a prestar declarações.
Quem são os acusados e as acusações
O grupo apontado como autor do crime é composto por cinco homens:
- João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
- Um menor de idade, suposto ex-namorado da vítima, cuja identidade não foi revelada
Todos os adultos responderão por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. O caso do adolescente será analisado pela Vara de Infância e Adolescência, seguindo os procedimentos legais específicos para menores.
Repercussões políticas e institucionais
Vitor Hugo é filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, José Carlos Simonin, que foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, 4 de março de 2026. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado, em meio à forte repercussão do caso. A defesa do jovem afirma que ele esteve no apartamento, mas nega qualquer participação no crime sexual.
As instituições de ensino e o clube esportivo vinculados aos acusados também tomaram medidas:
- A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II afastaram dois dos jovens: o menor de idade e Vitor Hugo.
- A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) suspendeu por 120 dias o aluno Bruno Felipe.
- O Serrano Football Club afastou João Gabriel e rompeu o contrato com o atleta.
As investigações continuam em andamento, com a polícia buscando novas evidências para elucidar completamente o caso que chocou a cidade do Rio de Janeiro.



