Cardiologista é preso por crimes sexuais contra mais de 30 pacientes em Taquara
O médico cardiologista Daniel Pereira Kollet foi detido nesta quarta-feira, 3 de abril de 2026, sob a acusação de importunação sexual contra mais de 30 pacientes em seu consultório na cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul. As vítimas relatam que eram obrigadas a ficar completamente despidas durante as consultas e sofriam assédio sexual sistemático por parte do profissional.
Denúncias revelam padrão de abuso durante atendimentos médicos
De acordo com as investigações, as pacientes eram submetidas a situações constrangedoras e humilhantes durante os exames e procedimentos médicos. O modus operandi do médico incluía pedidos para que as mulheres se despissem completamente, mesmo em situações onde isso não era necessário do ponto de vista clínico, criando um ambiente propício para o assédio.
As vítimas, que buscavam atendimento cardiológico especializado, se viram em uma situação de vulnerabilidade extrema, confiando em um profissional que deveria zelar por sua saúde, mas que abusou dessa relação de confiança para cometer crimes sexuais. Muitas delas só tiveram coragem de denunciar após descobrirem que outras mulheres passaram por experiências similares.
Investigação policial e prisão em flagrante
A polícia gaúcha iniciou as investigações após receber múltiplas denúncias de pacientes que se sentiram violadas durante as consultas com o cardiologista. As autoridades coletaram depoimentos detalhados das vítimas e conseguiram evidências suficientes para a prisão em flagrante do médico.
O caso chama atenção não apenas pela gravidade dos crimes, mas também pelo número expressivo de vítimas - mais de 30 mulheres - e pelo fato de ter ocorrido em um ambiente que deveria ser de cuidado e proteção à saúde. A delegacia especializada em crimes contra a mulher está conduzindo as investigações com prioridade.
Impacto na comunidade médica e na população local
A prisão do cardiologista causou comoção na cidade de Taquara, onde ele atendia há vários anos. Muitas pacientes agora questionam a segurança em consultórios médicos e buscam informações sobre como denunciar abusos semelhantes.
A classe médica local se manifestou repudiando veementemente as ações do colega, destacando que tais condutas são incompatíveis com a ética profissional e com os princípios fundamentais da medicina. Associações de defesa dos direitos das mulheres ofereceram apoio psicológico e jurídico às vítimas.
O caso segue sob investigação, e novas vítimas podem surgir conforme a notícia se espalha. As autoridades alertam que qualquer pessoa que tenha passado por situação semelhante deve procurar imediatamente a polícia para registrar ocorrência.



