Anvisa apreende lotes falsificados de Mounjaro, medicamento antiobesidade
Anvisa apreende lotes falsos de Mounjaro antiobesidade

Anvisa apreende lotes falsificados de Mounjaro, medicamento antiobesidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, a apreensão de três lotes falsificados do medicamento antiobesidade Mounjaro, produzido pela farmacêutica Eli Lilly. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e proíbe a comercialização, distribuição e utilização das versões adulteradas.

Detecção das falsificações

A falsificação foi identificada pela própria farmacêutica Eli Lilly, que encontrou versões do remédio com características que não condiziam com o produto original sendo comercializadas no mercado brasileiro. Entre os problemas detectados estão:

  • Número de série não identificado nos sistemas da empresa fabricante
  • Uso de material diferente do original na embalagem
  • Falha na leitura do código 2D dos produtos

Os lotes apreendidos são: D856831 do Mounjaro e D880730 e D840678 do Mounjaro KwikPen (versão multidose), que recebeu aprovação da Anvisa para uso no Brasil há menos de um mês.

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Operações de fiscalização em andamento

A Anvisa tem intensificado as operações de fiscalização para apreensão de canetas contra obesidade irregulares, incluindo não apenas versões falsificadas, mas também produtos manipulados em larga escala (prática não permitida) e medicamentos importados irregularmente, conhecidos como "Mounjaro paraguaio".

Apenas em uma fiscalização realizada no mês passado em uma empresa de Florianópolis, Santa Catarina, foram encontrados 23.000 frascos com tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. Os produtos apreendidos não apresentavam qualquer indício de execução de testes de controle de qualidade, seja para a matéria-prima, seja para a produção das canetas.

Riscos à saúde pública

O uso de produtos irregulares coloca a saúde dos consumidores em risco significativo. Estes medicamentos falsificados podem:

  1. Conter substâncias contaminantes não identificadas
  2. Não contar com o princípio ativo necessário para o tratamento
  3. Apresentar componentes em quantidades inadequadas
  4. Elevar consideravelmente a possibilidade de efeitos colaterais graves

A Anvisa alerta que produtos sem registro, cadastro ou notificação da agência não oferecem garantias de segurança, qualidade ou eficácia terapêutica.

Outro produto irregular apreendido

Na mesma resolução, a Anvisa citou o apreendimento do Tirzec, uma versão irregular da tirzepatida produzida por empresa desconhecida e sem qualquer registro, cadastro ou notificação junto à agência reguladora. A determinação da Anvisa é clara: "O produto irregular deve ser apreendido e estão proibidas sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e utilização".

As operações de fiscalização continuam em todo o território nacional para combater a circulação de medicamentos falsificados e proteger a saúde pública dos brasileiros que buscam tratamentos para obesidade e condições relacionadas.

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