Médico é preso preventivamente por abuso sexual de pacientes e homicídios culposos no Pará e Amazonas
Médico preso por abuso sexual de pacientes e homicídios culposos

Médico é preso preventivamente em Manaus por série de crimes graves

Uma ação conjunta das Polícias Civil do Pará e do Amazonas resultou, nesta quinta-feira (16), na prisão preventiva de um médico investigado por uma série de crimes graves, incluindo abuso sexual de pacientes, homicídios culposos e lesão corporal. A prisão foi realizada em Manaus (AM), durante a Operação “Escudo Feminino”, uma iniciativa do Governo do Estado do Pará voltada especificamente ao combate à violência contra mulheres e meninas.

Mandado expedido pela Justiça do Pará com base em investigações detalhadas

O mandado de prisão foi expedido pela Vara Única da Comarca de Terra Santa, no oeste do Pará, com base em investigações minuciosas que apontam que o médico teria se aproveitado de forma sistemática da profissão para cometer crimes sexuais. Segundo as autoridades policiais, ele abusava da confiança de pacientes durante consultas médicas e acompanhamentos, transformando momentos de vulnerabilidade em oportunidades para atos criminosos.

Um dos casos mais emblemáticos envolve uma adolescente, identificada pelas iniciais N. D. A., que teria sido vítima de abuso sexual na cidade de Terra Santa. Já em Juruti (PA), outra investigação aponta que o médico importunou sexualmente uma paciente dentro do próprio hospital municipal, um episódio que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e mobilizou a comunidade local.

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Histórico de falhas graves na atuação profissional e crimes em múltiplas jurisdições

Além desses episódios de violência sexual, o médico também possui um mandado de prisão preventiva em aberto no estado do Amazonas, pelo crime de importunação sexual, expedido pela Justiça da Comarca de Juruá. As investigações revelam ainda um histórico preocupante de possíveis falhas graves na atuação profissional do médico, que responde a duas ações penais por homicídio culposo em Terra Santa.

Em um dos casos, ocorrido em 2022, uma paciente faleceu tragicamente após receber alta médica antecipada, supostamente concedida de forma negligente pelo profissional. Outro caso, registrado em 2024, envolve a morte de uma mulher grávida após a administração de altas doses dos medicamentos misoprostol e ocitocina. A paciente sofreu diversas paradas cardíacas e não resistiu, em um desfecho devastador para a família.

Segundo a polícia, o médico ainda teria falsificado a causa da morte na declaração de óbito, sendo também indiciado por falsidade ideológica, o que demonstra um padrão de conduta antiética e criminosa. Em 2025, ele também foi responsabilizado por lesão corporal grave contra um paciente, após esquecer uma gaze no intestino durante uma cirurgia, um erro que quase levou a vítima à morte e exigiu intervenções médicas emergenciais.

Operação estratégica e próximos passos do processo judicial

De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi meticulosamente planejada para coincidir com a Operação “Escudo Feminino”, reforçando o compromisso das autoridades com a proteção de mulheres e meninas. A operação foi realizada entre 8h e 9h, demonstrando a coordenação eficiente entre as forças policiais dos dois estados. O médico permanece atualmente à disposição da Justiça e deve responder por todos os crimes investigados, em um processo que promete trazer justiça às vítimas e suas famílias.

As investigações continuam em andamento, com as polícias coletando mais evidências e depoimentos para fortalecer o caso. A sociedade aguarda ansiosamente os desdobramentos judiciais, esperando que a justiça seja feita e que casos como esse sirvam de alerta para a necessidade de maior fiscalização e ética na profissão médica.

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