Ex-secretário aplica golpe de quase R$ 1 milhão em médico idoso em Presidente Prudente
Ex-secretário golpeia médico idoso em R$ 1 milhão em SP

Ex-secretário é acusado de aplicar golpe milionário contra médico idoso em Presidente Prudente

A Polícia Civil de São Paulo está investigando um caso grave de golpe financeiro contra um médico de 61 anos na cidade de Presidente Prudente, no interior paulista. O suspeito, um homem de 27 anos que trabalhou como secretário no consultório da vítima por aproximadamente quatro anos, é acusado de desviar quase R$ 1 milhão e transferir ilegalmente dois imóveis para o próprio nome.

Relação de confiança construída ao longo dos anos

Conforme detalhes do inquérito policial, o médico conheceu o suspeito há cerca de cinco anos, quando este passou por uma avaliação médica. Poucos dias depois, com a ausência da secretária titular, o investigado foi indicado para substituí-la temporariamente. Pela confiança depositada na funcionária, o profissional de saúde aceitou a indicação.

"O suspeito atuou como secretário do consultório médico de fevereiro de 2020 até fevereiro de 2024, quando decidiu deixar o cargo para seguir carreira em outra área", revelam os documentos da investigação. Mesmo após sua saída formal, ele continuou prestando serviços pontuais quando solicitado, mantendo uma relação de proximidade com a vítima.

Esquema de desvios financeiros e patrimoniais

Apesar de não ter acesso formal às contas bancárias, cartões ou senhas do médico, o investigado teria aproveitado a intimidade construída ao longo dos anos para realizar movimentações financeiras não autorizadas. A vítima só percebeu o golpe ao analisar extratos bancários, descobrindo que em um único dia foram feitas quatro transferências que somaram R$ 240 mil.

Os investigadores destacam que os valores movimentados em diferentes datas são elevados e incompatíveis com qualquer negócio formalmente pactuado entre as partes. Na prática, ocorreu um esvaziamento patrimonial e financeiro sistemático da vítima, que além do dinheiro perdeu dois imóveis transferidos fraudulentamente para o nome do ex-funcionário.

Investigação especializada e sigilo processual

O caso está sendo tratado como apropriação ou desvio de bens, rendimentos ou proventos de pessoa idosa, crime com penas mais severas conforme o Estatuto do Idoso. Devido à idade da vítima, as investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Proteção do Idoso de Presidente Prudente e tramitam sob sigilo judicial até a conclusão completa das apurações.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que "todas as medidas investigativas estão sendo tomadas para elucidar completamente os fatos e responsabilizar os envolvidos". A delegacia especializada tem expertise em casos que envolvem vulnerabilidade de idosos, garantindo um tratamento adequado às particularidades desta faixa etária.

O médico, que preferiu não se identificar publicamente, colabora com as investigações fornecendo todos os documentos necessários para comprovar as transações fraudulentas. As autoridades buscam agora localizar o suspeito para interrogatório e possível prisão em flagrante, dependendo das evidências coletadas durante o inquérito.