Bolsonaro permanece na UTI sem previsão de alta após piora renal, diz boletim médico
O ex-presidente Jair Bolsonaro continua internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital particular DF Star, localizado em Brasília, para tratamento de uma pneumonia bacteriana considerada grave. De acordo com o boletim médico divulgado neste sábado, 14 de março de 2026, o paciente apresentou uma piora significativa da função renal e elevação preocupante dos marcadores inflamatórios, o que levou a equipe médica a afirmar que não há previsão de alta no momento.
Quadro clinicamente estável, mas com complicações renais
O boletim indica que, apesar de clinicamente estável, Bolsonaro enfrenta complicações renais que exigem monitoramento constante. Os marcadores inflamatórios, como a ferritina, são utilizados para avaliar a efetividade do tratamento. Enquanto uma redução nesses índices sinaliza uma resposta positiva ao protocolo, o aumento observado no caso do ex-presidente é interpretado como um sinal negativo, exigindo ajustes no manejo clínico.
O tratamento atual inclui antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose. Bolsonaro está sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar composta por um cirurgião, dois cardiologistas e um médico intensivista, que trabalham em conjunto para estabilizar seu quadro de saúde.
Internação após sintomas graves na prisão
Bolsonaro foi admitido no hospital na sexta-feira, 13 de março, após apresentar vômitos e falta de ar durante a noite enquanto estava na prisão. O cardiologista Bruno Caiado, integrante da equipe médica, classificou o caso como grave, destacando que o quadro atual que culminou na internação é o "maior" e "mais acentuado" em comparação com complicações anteriores enfrentadas pelo ex-presidente.
A pneumonia bacteriana, combinada com a piora renal, representa um desafio significativo para a recuperação do paciente. A equipe médica enfatiza a necessidade de vigilância contínua e ajustes terapêuticos, sem estabelecer um prazo para a possível transferência da UTI ou alta hospitalar.
Enquanto isso, familiares e apoiadores aguardam por novas atualizações sobre a evolução do tratamento, que segue sendo conduzido com rigor e atenção aos detalhes clínicos para garantir a melhor assistência possível ao ex-presidente.
