Dono da 'Choquei' permanece preso após audiência de custódia em operação da PF
O influenciador e proprietário da página "Choquei", Raphael Sousa Oliveira, continuará preso após decisão judicial em audiência de custódia. Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em transações ilegais que podem ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão, atuando como operador de mídia de uma organização criminosa. A operação, denominada Narco Fluxo, também resultou na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, entre outros alvos.
Detalhes da investigação e papel do influenciador
Raphael Sousa Oliveira foi preso na quarta-feira (15) em seu condomínio de luxo em Goiânia. Segundo as investigações, ele teria atuado como "operador de mídia" do grupo criminoso, divulgando conteúdos favoráveis e ajudando na gestão de imagem. A página "Choquei", criada por ele, possui mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e já foi premiada como melhor perfil de fofocas em 2025, focando em celebridades e entretenimento.
Esquema investigado e outros envolvidos
O esquema suspeito envolvia o uso de empresas, plataformas digitais, rifas e apostas ilegais para movimentar grandes quantias, ocultando a origem com dinheiro em espécie e criptoativos. MC Ryan SP é apontado como líder e beneficiário econômico, utilizando empresas de música e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos ilícitos. Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos também são investigados por funções financeiras e operacionais no grupo.
Defesa do influenciador e operação Narco Fluxo
A defesa de Raphael afirmou que ele não participa de organização criminosa, recebendo valores legais de serviços publicitários por meio de sua empresa. A Operação Narco Fluxo, conduzida pela PF, cumpriu 45 mandados de busca e 39 de prisão temporária em vários estados, apreendendo veículos, armas, documentos e um colar com imagem de Pablo Escobar. A PF ainda investiga a extensão da participação de Raphael e a origem exata dos valores.
Próximos passos e esclarecimentos pendentes
A Justiça determinou a manutenção da prisão, enquanto a defesa confia que a liberdade será concedida ao longo do processo. As investigações continuam para esclarecer o papel detalhado de cada envolvido e a relação entre pagamentos e publicações nas redes sociais.



