Cirurgião plástico de 73 anos é preso por suspeita de abuso de adolescente em hospital público de Canoas
Cirurgião plástico preso por suspeita de abuso de paciente em hospital do RS

Cirurgião plástico é detido por suspeita de abuso contra adolescente em hospital público do Rio Grande do Sul

A Polícia Civil efetuou a prisão, nesta sexta-feira (6), de um cirurgião plástico de 73 anos, investigado pela prática de estupro de vulnerável. O crime teria sido cometido contra uma adolescente durante um atendimento médico no Hospital Nossa Senhora das Graças, unidade pública localizada em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Detalhes do caso investigado pela polícia gaúcha

Conforme apurações do delegado Maurício Barison, responsável pelas investigações, o episódio ocorreu em novembro de 2025. A jovem foi levada pela mãe ao hospital após sofrer um corte acidental no braço dentro de casa. No local, o médico se apresentou como o profissional que realizaria o atendimento.

De acordo com o relato da vítima à polícia, durante o procedimento, o cirurgião plástico teria feito comentários inadequados sobre a aparência da adolescente. Além disso, o suspeito teria tocado as pernas da paciente de forma indevida, mesmo sem qualquer ferimento nessa região do corpo, conforme destacou a investigação.

Histórico criminal do médico e medidas judiciais anteriores

A Polícia Civil ressalta que o profissional já possui um histórico de investigações por crimes semelhantes. Ele foi preso em 2021 por suspeita de abusos também cometidos no exercício da profissão e ainda responde a dois processos judiciais relacionados a outras vítimas.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, segundo informações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O médico foi detido em Campo Bom, no bairro V, enquanto se deslocava para um consultório onde realizaria uma cirurgia estética.

Restrições profissionais e situação atual do registro médico

Conforme a polícia, desde o episódio investigado, o registro profissional do cirurgião plástico está parcialmente suspenso pelo Conselho Federal de Medicina. Adicionalmente, processos criminais em andamento já determinavam restrições ao exercício da atividade médica. O inquérito policial continua em andamento para apurar todos os detalhes do caso.

Posicionamento oficial do hospital público envolvido

Em nota oficial, a instituição hospitalar informou que repudia qualquer tipo de crime ou violência e destacou que o profissional em questão não faz mais parte do quadro da instituição. O Hospital Nossa Senhora das Graças afirmou que contribuirá com todas as informações à Polícia Civil conforme a necessidade, demonstrando total cooperação com as autoridades.