Maduro preso nos EUA: vídeo mostra ditador em prisão federal de NY
Vídeo mostra Maduro detido em prisão federal dos EUA

O ditador venezuelano Nicolás Maduro encontra-se preso nos Estados Unidos, em um desfecho dramático que marcou o início de 2026. Capturado em Caracas, ele foi transferido para o Centro de Detenção Metropolitano em Nova York, onde aguarda julgamento por graves acusações federais.

Operação Relâmpago e a Chegada aos Estados Unidos

A prisão e transferência de Maduro foram executadas com velocidade impressionante. Todo o processo, desde a captura na Venezuela até a chegada à prisão em solo americano, durou menos de 24 horas. Após ser retirado de Caracas, parte do trajeto foi realizada por mar, ainda no Caribe, antes da etapa final por via aérea.

As primeiras imagens que circularam nas redes sociais mostram Maduro descendo algemado de uma aeronave no Aeroporto Internacional Stewart. Vestindo uma blusa azul e com semblante cabisbaixo, ele estava cercado por agentes de segurança. Seguindo o protocolo, ele foi levado inicialmente a um escritório da Agência Antidrogas americana (DEA) para registrar sua ficha criminal.

Posteriormente, já com um casaco preto e uma touca, mas ainda sob custódia do FBI, a polícia federal americana, Maduro foi transportado de helicóptero para o centro de detenção em Nova York.

O Vídeo e as Acusações no Tribunal Americano

Um vídeo que ganhou as redes sociais mostra o momento em que Maduro caminha por um corredor da prisão federal. No registro, ele cumprimenta agentes, dizendo "Boa noite! Feliz Ano Novo!". A cena contrasta com a gravidade das acusações que ele enfrenta.

Na Corte do Distrito Sul de Nova York, Maduro responderá por uma série de crimes, incluindo:

  • Conspiração para o narcoterrorismo.
  • Conspiração para a importação de cocaína.
  • Posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
  • Conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

O processo judicial não tem apenas o ex-presidente venezuelano como réu. A lista inclui também a primeira-dama Cilia Flores de Maduro, o filho do ditador, Nicolás Maduro Guerra, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello.

Expansão do Caso e Reação de Trump

As acusações se estendem a outras figuras ligadas ao crime organizado. Um dos alvos é Hector Guerrero Flores, conhecido como "El Niño Guerrero", líder da organização criminosa Tren de Aragua. Este grupo, que nasceu dentro de uma prisão venezuelana em 2014, tornou-se uma das facções que mais se expandiu na América do Sul nos últimos anos, atuando em vários países, inclusive no Brasil.

A operação que prendeu Maduro foi acompanhada em tempo real pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e membros de alto escalão de seu governo. Eles assistiram a prisão desde Mar-a-Lago, na Flórida. Em pronunciamento, Trump afirmou que autoridades americanas devem permanecer na Venezuela por tempo indeterminado.

"Não queremos que outra pessoa assuma o poder e continuemos na mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país. Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e justa", declarou o ex-presidente americano, sinalizando uma intervenção prolongada no país vizinho.

O caso marca um capítulo sem precedentes nas relações internacionais e na luta contra o narcotráfico, colocando um chefe de estado deposto diretamente sob a jurisdição da justiça criminal americana.