Uma ação conjunta de forças policiais de diversos países resultou em uma das maiores apreensões de drogas dos últimos tempos no Oceano Atlântico. A Polícia Federal (PF) do Brasil teve participação fundamental na operação que levou à interceptação de quase 10 toneladas de cocaína em alto-mar.
Interceptação histórica nas Ilhas Canárias
A apreensão monumental ocorreu nas águas do Atlântico, nas proximidades do arquipélago das Ilhas Canárias, território espanhol localizado próximo à costa do Marrocos, no continente africano. A operação foi conduzida pela Polícia Nacional da Espanha, que contou com o apoio estratégico e informacional de agentes da Polícia Federal brasileira, além de colegas de Portugal e dos Estados Unidos.
De acordo com as informações divulgadas, o navio utilizado para transportar a gigantesca carga de entorpecentes havia realizado escalas em portos brasileiros ainda em dezembro de 2025. Essas paradas foram cruciais, pois permitiram que a PF, por meio de seu trabalho de inteligência, rastreasse a embarcação e fornecesse dados essenciais aos parceiros internacionais, viabilizando a interceptação bem-sucedida.
Detenções e sequestro da carga
Com a abordagem no mar, as autoridades espanholas conseguiram deter todos os 13 tripulantes a bordo do navio. Todos os detidos são estrangeiros, conforme informado pela polícia. A carga de cocaína, estimada em cerca de dez toneladas, foi completamente apreendida, representando um duro golpe financeiro e logístico contra as organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional.
Um vídeo divulgado pelas forças de segurança mostra os momentos da operação, evidenciando a embarcação utilizada no transporte da droga. A imagem reforça a dimensão e a complexidade da ação policial em águas internacionais.
Andamento legal e continuidade das investigações
A Polícia Federal esclareceu que, uma vez que a apreensão foi realizada em águas jurisdicionais espanholas e pela polícia daquele país, os procedimentos legais e judiciais subsequentes serão conduzidos na Espanha. No entanto, a corporação brasileira deixou claro que não se afastará do caso.
A PF continuará acompanhando de perto as investigações, colaborando com as autoridades internacionais para desvendar toda a rede por trás desse esquema de tráfico. A operação é um exemplo claro da eficácia da cooperação policial global no combate ao crime organizado transnacional, que frequentemente utiliza rotas marítimas internacionais para suas atividades ilícitas.