Brasileira é presa em Seul por perseguir Jungkook do BTS
Brasileira presa na Coreia por perseguir Jungkook do BTS

A polícia da Coreia do Sul efetuou a prisão de uma cidadã brasileira, de 30 anos, neste sábado, dia 4 de janeiro de 2026, na capital Seul. A mulher é suspeita de praticar atos de perseguição contra o cantor Jungkook, integrante da famosa banda BTS. Esta não é a primeira vez que a mesma pessoa é detida por se aproximar ilegalmente da residência do ídolo.

Detenção em flagrante e reincidência

Desta vez, a brasileira foi presa em flagrante por violação da Lei de Punição por Perseguição. Diante da reincidência nos comportamentos considerados assediadores, a equipe de segurança e gestão de Jungkook solicitou formalmente uma ordem de restrição judicial contra ela.

De acordo com as autoridades do distrito de Yongsan, em Seul, a mulher causou distúrbios nas proximidades da casa do artista. As ações relatadas incluem o lançamento de correspondências, a fixação de fotografias e a escrita de mensagens diretas nas grades da propriedade.

Histórico de invasões e alerta do artista

Este episódio faz parte de uma série de incidentes recentes que envolvem tentativas de invasão e perseguição ao ídolo. Em agosto do ano passado, outra mulher, com cerca de 40 anos, já havia sido presa após tentar invadir a residência de Jungkook.

Na ocasião anterior, o próprio cantor relatou o ocorrido aos fãs, explicando que acompanhou toda a ação através das câmeras de segurança internas. “Eu estava assistindo a tudo pelas câmeras. Ouvi a polícia chegando e a vi correndo pelo estacionamento subterrâneo tentando abrir a porta. Quando conseguiu, os policiais já estavam ali”, contou Jungkook.

O artista também emitiu um alerta público, deixando claro que levará todos os casos de perseguição às autoridades competentes. “Se alguém vier à minha casa, será detido. Todas as evidências estão gravadas. Há câmeras em todos os lugares. A menos que queira acabar na delegacia, não entre aqui”, declarou de forma enfática.

Debate sobre privacidade e a cultura sasaeng

O caso envolvendo a fã brasileira reacendeu o debate sobre a segurança e a privacidade dos artistas da indústria do K-pop. Eles são alvos frequentes de perseguição por parte de fãs obsessivos, conhecidos como sasaengs.

Esta prática, que inclui seguir artistas, invadir sua privacidade e frequentemente cometer atos ilegais como invasão de propriedade, é considerada crime na Coreia do Sul. A legislação local tem se tornado mais rigorosa para coibir esses comportamentos, que colocam em risco tanto os ídolos quanto os próprios fãs.

A prisão da brasileira em Seul serve como um alerta internacional sobre as graves consequências legais de tais ações, que vão muito além do mero desrespeito, configurando-se como crimes puníveis com detenção.