Operação Guarda Fiel prende chefe de esquema de fraudes com veículos apreendidos em Maceió
Chefe de esquema de fraudes com veículos é preso em Maceió

A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) prendeu, na última segunda-feira (29), um homem apontado como o chefe de uma organização criminosa especializada em fraudes e na apropriação indevida de veículos que estavam sob custódia judicial. A prisão ocorreu durante a Operação Guarda Fiel, deflagrada em Maceió.

Como funcionava o esquema criminoso

As investigações, que se estenderam por um período considerável, revelaram um modus operandi elaborado. Os investigados se aproveitavam de sua condição legal de depositários fiéis – pessoas ou empresas responsáveis pela guarda de bens apreendidos por decisão judicial.

De acordo com as apurações, os criminosos simulavam o furto dos carros que estavam sob sua responsabilidade. Em seguida, colocavam os veículos à venda no mercado ilegal, obtendo vantagem patrimonial ilícita. A fraude consistia, portanto, em desviar bens que deveriam estar à disposição da Justiça.

Resultados da operação policial

Além da prisão em flagrante do suposto líder do esquema, a ação policial teve outros resultados concretos. Os delegados cumpriram mandados de busca e apreensão e conseguiram recuperar um automóvel que já havia sido vendido de forma ilegal pelos alvos.

Uma motocicleta, utilizada pelos criminosos para a prática das fraudes, também foi apreendida. Ambos os bens, o carro e a moto, estão agora sob a custódia da Polícia Civil de Alagoas, aguardando os trâmites legais.

Forças envolvidas na ação

A Operação Guarda Fiel foi conduzida por uma força-tarefa composta por especialistas. A equipe da Delegacia de Estelionatos teve papel central, com o suporte estratégico do Núcleo de Planejamento Operacional.

O sucesso da ação contou ainda com o apoio de outras unidades de elite da PC-AL: a Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), a Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT) e a Seção Aérea (SAER), que representa o Departamento Estadual de Aviação (DEA). A integração entre essas unidades foi fundamental para a localização dos bens e a prisão do investigado.

O caso segue sob investigação para apurar a extensão total do esquema, identificar possíveis outros envolvidos e localizar outros veículos que possam ter sido desviados. As autoridades reforçam que a operação é um golpe em um esquema que lesava não apenas o patrimônio, mas também a própria execução da Justiça no estado.