Centenas se mobilizam em Fortaleza em protesto por justiça para o cão Orelha
Protesto em Fortaleza por cão Orelha reúne centenas

Fortaleza se une em protesto emocionante por justiça para o cão Orelha

Neste domingo, primeiro de setembro, a Avenida Beira-Mar em Fortaleza foi palco de uma mobilização intensa e comovente. Centenas de pessoas, acompanhadas por seus animais de estimação, se reuniram em um protesto organizado para exigir justiça pelo caso do cachorro Orelha, brutalmente morto em Santa Catarina. Os atos ocorreram em dois momentos distintos, um pela manhã e outro à tarde, demonstrando a força e a persistência do movimento.

Uma manifestação de massa pela causa animal

Protetores independentes, ativistas dedicados e apoiadores fervorosos da causa animal participaram ativamente do evento. Eles carregavam cartazes com mensagens impactantes e gritavam palavras de ordem contra a violência animal, criando um ambiente de solidariedade e indignação. A manifestação no Ceará integrou uma série de protestos realizados em diversas cidades brasileiras, após o caso do cão Orelha ganhar repercussão nacional e provocar uma comoção generalizada no país.

Stefanie Rodrigues, protetora de animais e fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal, destacou o caráter coletivo do ato. Em suas palavras, a grande presença de pessoas na Beira-Mar evidencia que a população não aceita mais a naturalização da violência contra os animais. Ela classificou a manifestação como uma verdadeira mobilização de massa, que transcende um caso isolado e representa uma luta ampla por respeito, políticas públicas eficazes e justiça para todos os animais que não têm voz própria.

Os detalhes trágicos do caso Orelha

O cão Orelha faleceu após ser agredido no dia quatro de janeiro. Ele era um animal comunitário, recebendo cuidados de vários moradores na Praia Brava, um bairro turístico e nobre de Florianópolis. O cachorro foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no local, despertando uma onda de revolta e tristeza.

A Polícia Civil inicialmente investigou um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter cometido a agressão. Na sexta-feira, trinta de setembro, um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos. Conforme o laudo pericial, o animal foi atingido na cabeça com um objeto contundente, o que levou à sua morte.

Os nomes, idades e localização dos suspeitos restantes não foram divulgados pela investigação, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de dezoito anos.

Os desafios da investigação em andamento

Atualmente, a Polícia Civil analisa quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava, durante o período das agressões. Um dos principais obstáculos da investigação é a ausência de imagens diretas do momento do espancamento. No entanto, registros de outros episódios na mesma região e período, que também teriam sido causados por adolescentes, estão auxiliando os investigadores a avançar no caso.

Este protesto em Fortaleza simboliza um marco na luta pelos direitos animais no Brasil, mostrando que a sociedade está cada vez mais consciente e mobilizada para combater a crueldade e exigir responsabilização.