Polícia Ambiental apreende rede de pesca ilegal no Rio Paraná durante período de Piracema
Em uma operação de fiscalização realizada nesta terça-feira (20), a Polícia Militar Ambiental apreendeu 200 metros de rede de pesca no Rio Paraná, no município de Presidente Epitácio (SP). A ação ocorreu durante o período da Piracema, época crucial para a reprodução dos peixes, quando a pesca de espécies nativas é estritamente proibida por lei.
Proteção à fauna aquática durante a reprodução
A Piracema é um fenômeno natural em que os peixes sobem os rios para se reproduzir, sendo fundamental para a preservação das populações aquáticas. Durante esse período, medidas de proteção são intensificadas para garantir o ciclo reprodutivo. A rede apreendida estava sendo utilizada de forma ilegal, desrespeitando essas normas ambientais e colocando em risco a biodiversidade local.
Segundo informações da corporação policial, aproximadamente 8 quilos de pescado nativo que estavam presos na rede foram imediatamente devolvidos ao rio. Entre as espécies resgatadas, destacaram-se exemplares de piau-três-pintas e um pintado que media impressionantes 48 centímetros de comprimento.
Irregularidades na rede apreendida e procedimentos legais
A rede de pesca apreendida apresentava várias irregularidades. Além de ser utilizada durante o período proibido da Piracema, não possuía plaquetas de identificação, o que é exigido por lei para rastreamento e controle. Esse tipo de infração dificulta a identificação dos responsáveis e compromete os esforços de fiscalização ambiental.
O material apreendido foi encaminhado e depositado na sede da Polícia Ambiental em Presidente Epitácio, onde seguirá os trâmites legais apropriados. Até o momento da publicação desta reportagem, os indivíduos responsáveis pela colocação da rede ilegal não haviam sido identificados, mas as investigações continuam em andamento para apurar o caso.
Operações como essa reforçam a importância da vigilância constante durante a Piracema, visando coibir práticas de pesca predatória e assegurar a sustentabilidade dos ecossistemas aquáticos na região do Rio Paraná.