Operação apreende peixes em período de defeso no Pará
Uma ação de fiscalização ambiental resultou na apreensão de peixes durante o período de defeso no estado do Pará. A operação, conduzida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), tem como foco o monitoramento e a aplicação das normas de proteção às espécies aquáticas em fase de reprodução.
Fiscalização no Arquipélago do Marajó
As atividades estão sendo realizadas nas Unidades de Conservação (UCs) do Arquipélago do Marajó, especificamente no município de Soure. O período de atuação se estende de 31 de janeiro a 9 de fevereiro de 2026, abrangendo datas críticas para a preservação da fauna aquática local.
O objetivo principal é assegurar o cumprimento da Instrução Normativa nº 48/2007 do Ibama, que estabelece diretrizes rigorosas para o defeso na região amazônica. Esta normativa define as espécies protegidas e os prazos durante os quais a pesca é restrita, visando a sustentabilidade dos recursos pesqueiros.
Importância do período de defeso
O defeso é uma medida ambiental essencial que proíbe temporariamente a pesca durante a fase de reprodução natural dos peixes. Este intervalo é fundamental para:
- Permitir a recuperação dos estoques pesqueiros, que muitas vezes enfrentam pressão devido à atividade humana.
- Proteger a biodiversidade aquática, garantindo que as espécies possam se reproduzir sem interferências.
- Assegurar a sustentabilidade da pesca artesanal, prática tradicional das comunidades locais do arquipélago.
As Unidades de Conservação do Marajó abrigam ecossistemas aquáticos de grande relevância ecológica. A fiscalização durante o defeso não apenas coibe infrações, mas também contribui para a manutenção do equilíbrio ambiental e o futuro da pesca na região.
Impacto nas comunidades tradicionais
A operação do Ideflor-Bio reflete um compromisso com a preservação dos recursos naturais e o respeito às leis ambientais. Ao mesmo tempo, busca harmonizar a proteção da fauna com as necessidades das comunidades tradicionais do Marajó, que dependem da pesca para sua subsistência e cultura.
A apreensão de peixes em desacordo com as regras do defeso serve como um alerta sobre a importância do cumprimento das normas estabelecidas. Medidas como essa são cruciais para garantir que as gerações futuras possam continuar a usufruir dos benefícios proporcionados pelos ricos ecossistemas amazônicos.