Homem é multado em R$ 2,7 mil por manter aves sem autorização e criar espécie híbrida em Álvares Machado
Multa de R$ 2,7 mil por aves sem autorização e híbrida em SP

Homem é multado em R$ 2,7 mil por manter aves sem autorização e criar espécie híbrida em Álvares Machado

Um homem de 40 anos foi multado em R$ 2,7 mil por manter aves em cativeiro sem autorização e criar uma espécie híbrida em uma residência no Jardim Bela Vista, em Álvares Machado (SP). O caso ocorreu no domingo (25) e foi descoberto durante um patrulhamento da Polícia Militar Ambiental na região.

Descoberta durante patrulhamento

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, os agentes avistaram uma ave em uma gaiola pendurada no corredor de uma residência durante um patrulhamento de rotina. Diante da situação, os policiais conversaram com a moradora, que informou que a ave, da espécie coleirinho-papa-capim, pertencia ao marido, que no momento estava trabalhando em Presidente Prudente.

A entrada da equipe no imóvel foi autorizada e, durante a vistoria no fundo da residência, foram localizadas mais duas gaiolas:

  • Uma com uma ave da espécie pintagol, que é um híbrido resultante do cruzamento do pintassilgo com o canário-do-reino.
  • Outra com um canário-do-reino, espécie exótica que não exige documentação.

Justificativa do proprietário

Por telefone, o proprietário das aves informou que as havia recebido de um amigo há cerca de três meses. Ele afirmou que o animal da espécie coleirinho-papa-capim não possuía documentação e que desconhecia a proibição do cruzamento entre o pintassilgo e o canário-do-reino, que resulta na ave híbrida conhecida como pintagol.

Multas aplicadas

Dessa forma, o homem recebeu duas multas:

  1. Uma no valor de R$ 500 por ter em cativeiro espécime da fauna sem autorização.
  2. Outra no valor de R$ 2,2 mil por introduzir espécie híbrida.

O total das multas somou R$ 2,7 mil.

Destino das aves

A ave nativa (coleirinho) foi solta na natureza e a gaiola foi apreendida e destruída. Já a ave híbrida (pintagol) foi apreendida com a gaiola e depositada ao autuado, pois não há local para destinação de aves híbridas.

Este caso destaca a importância da fiscalização ambiental e das regulamentações que protegem a fauna nativa, especialmente em relação à criação de espécies híbridas, que podem causar desequilíbrios ecológicos.