O Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) está conduzindo uma investigação rigorosa contra uma fazenda localizada no município de Bonito, no estado de Mato Grosso do Sul. As suspeitas recaem sobre a prática de queimada irregular e a execução de obras sem a devida autorização ambiental, conforme apurado em vistorias recentes.
Danos ambientais significativos
De acordo com as informações divulgadas pelo MPMS, o fogo atingiu uma área estimada em cerca de 23 hectares. Essa extensão incluiu vegetação nativa e pequenas elevações do terreno, resultando em impactos visíveis ao ecossistema local. Além disso, foram identificados drenos irregulares instalados em aproximadamente 424 hectares da propriedade, ampliando o escopo dos danos ambientais investigados.
Vistoria confirma irregularidades
A vistoria realizada no local confirmou a existência de focos de incêndio e evidenciou o uso do fogo para limpar áreas de pastagem. Essa prática é expressamente proibida sem autorização prévia das autoridades competentes. O proprietário da fazenda já foi notificado sobre a necessidade de regularizar os drenos em um prazo máximo de 90 dias, sob pena de novas sanções.
Multas e consequências legais
As ações investigadas pelo MPMS podem ter causado danos substanciais ao meio ambiente, violando leis ambientais em vigor. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) aplicou multas que totalizam R$ 236,5 mil, relacionadas diretamente à queimada irregular e às obras realizadas sem autorização. Esse valor reflete a gravidade das infrações cometidas.
Andamento do caso
O MPMS notificou formalmente o proprietário para que apresente sua defesa no prazo estabelecido. Paralelamente, o órgão solicitou ao Imasul informações detalhadas sobre o andamento do caso, incluindo a verificação da existência de uma licença ambiental válida para a fazenda. A Polícia Civil também foi acionada para investigar a possibilidade de crime ambiental, o que pode resultar em ações penais adicionais.
Essa investigação destaca a importância do cumprimento das normas ambientais no agronegócio, especialmente em regiões como Bonito, conhecida por sua rica biodiversidade. O caso serve como alerta para outros proprietários rurais sobre as consequências de práticas irregulares, que podem levar a multas elevadas e processos judiciais.