Chuvas em São Paulo deixam 58 mil imóveis sem energia e causam alagamentos
Chuvas em SP deixam 58 mil imóveis sem energia e alagamentos

Chuvas intensas em São Paulo causam blecaute e alagamentos generalizados

As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo neste domingo, 1º de fevereiro, resultaram em um cenário de caos e interrupções significativas na capital paulista. De acordo com a Enel, distribuidora de energia elétrica, aproximadamente 58 mil imóveis ficaram sem energia devido ao temporal, um número que representa cerca de 1% do total de clientes na cidade. A situação foi ainda mais crítica em outras áreas da região metropolitana, como em São Caetano do Sul, onde 2.021 imóveis, ou 2,3% do município, permaneceram sem atendimento elétrico.

Impactos persistentes e alertas de segurança

No final da noite de domingo, às 23 horas, a Enel registrou que 44.438 casas ainda estavam sem energia elétrica na Grande São Paulo, sendo 42.495 apenas na capital. Paralelamente, a Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta severo para chuvas que se aproximavam das regiões sul e central da capital, notificando a população por meio de celulares por volta das 13h20. O comunicado alertava para um temporal com raios, ventos fortes e possibilidade de granizo, mantendo a cidade em estado de atenção das 12h48 até aproximadamente 17h, quando a situação começou a se normalizar.

Alagamentos e interrupções no trânsito

Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo, a capital registrou 21 pontos de alagamento durante o domingo, com 14 deles considerados intransitáveis. A região sul foi a mais afetada, com seis ocorrências, incluindo vias importantes como a avenida Interlagos e a 23 de Maio, que tiveram o trânsito completamente impedido. Às 14h21, o CGE emitiu um alerta de iminência de transbordamento do córrego Morro do S na avenida Carlos Caldeira Filho, no sul da cidade, local onde um casal de idosos morreu em um incidente similar no mês anterior.

Contexto meteorológico e alertas ampliados

As chuvas foram provocadas por áreas de instabilidade formadas por ar quente e úmido, resultando em precipitações de intensidade moderada a forte. Itapecerica da Serra também registrou alagamentos, com a Avenida Nove de Julho ficando submersa. Os alertas da Defesa Civil e do CGE acompanharam um anúncio do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que incluiu todo o estado de São Paulo em um alerta de perigo para tempestades, abrangendo ainda outros nove estados e o Distrito Federal. Os riscos associados incluem corte de energia elétrica, queda de árvores e alagamentos.

Entendendo os alertas da Defesa Civil

Os alertas emitidos pela Defesa Civil são categorizados em dois tipos principais para garantir a segurança da população em situações de risco iminente:

  • Alerta Extremo: Este é o nível máximo de alerta, indicando ameaças extremas à vida ou à propriedade. A mensagem aciona a vibração do aparelho e um sinal sonoro semelhante a uma sirene, mesmo com o celular no modo silencioso, e a tela congela até que o usuário feche a notificação.
  • Alerta Severo: Indica a necessidade de medidas de proteção, com um sinal sonoro em forma de beep similar ao de um SMS, que não soa no modo silencioso. A tela também congela e requer ação do usuário para fechar.

Como agir e a tecnologia por trás dos alertas

Quando um alerta é recebido, seja severo ou extremo, a mensagem já esclarece o risco iminente e as ações recomendadas, como evitar áreas de alagamento em caso de chuva ou evacuar locais em risco de deslizamento. O sistema utiliza a tecnologia cell broadcast, que não depende de cadastro prévio e alcança instantaneamente celulares sob antenas 4G ou 5G na região afetada. O processo envolve monitoramento climático pelo CGE, cadastro do desastre na Idap, e transmissão via torres de telefonia, com a mensagem aparecendo como um pop-up na tela do celular.

Os alertas são baseados na Cobrade (Classificação e Codificação Brasileira de Desastres) e seu conteúdo é definido pelos órgãos de Defesa Civil locais. Este sistema foi implementado como parte de um plano nacional, com a tecnologia cell broadcast sendo disponibilizada para todas as regiões Sul e Sudeste no final de 2024, com previsão de nacionalização até o fim deste ano.