Incêndio no Shopping Tijuca: Falhas em evacuação e hidrante sem água são revelados
Incêndio no Shopping Tijuca: Falhas são reveladas

Um trágico incêndio no subsolo do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou na morte de dois funcionários e expôs graves falhas nos procedimentos de segurança. As vítimas foram a brigadista Emellyn Silvia Aguiar Menezes, de 26 anos, e o segurança Anderson Aguiar do Prado, de 43 anos.

Imagens revelam falhas e últimos momentos

As câmeras de segurança do centro comercial registraram os últimos minutos de vida dos dois profissionais. As imagens, obtidas com exclusividade pelo RJ2, também evidenciam problemas no processo de evacuação do shopping durante a emergência.

O combate ao fogo pela brigada interna começou aproximadamente sete minutos depois que funcionários perceberam uma grande quantidade de fumaça saindo do estoque de uma loja. Na tentativa desesperada de conter as chamas, Anderson Aguiar foi com outro colega até um quiosque vizinho buscar água, já que os equipamentos adequados não estavam disponíveis ou não funcionaram.

Hidrante sem água e investigações em andamento

Em depoimento à polícia, o supervisor da loja Bell Art, local onde o incêndio teve início, fez uma revelação alarmante: o hidrante dentro do estabelecimento estava sem água no momento do sinistro. Esta falha crucial dificultou os primeiros esforços para controlar o fogo.

A 19ª DP (Tijuca) investiga as circunstâncias do incêndio. Nesta semana, foram ouvidos:

  • O sócio da empresa CM Couto, responsável pela brigada do shopping;
  • A superintendente do Shopping Tijuca, Adriana Santilhana;
  • Brigadistas que participaram do primeiro combate às chamas.

Reabertura parcial e interdições

O Shopping Tijuca será reaberto ao público na sexta-feira (16). No entanto, a reabertura será parcial. O incêndio, que começou no subsolo e afetou lojas do primeiro andar, deixou marcas profundas. O subsolo e parte do primeiro piso permanecerão interditados pela Defesa Civil, mesmo com o retorno das atividades no restante do centro comercial.

Imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros três dias após a tragédia mostram a extensão dos danos no subsolo e em áreas internas do shopping, com marcas de fumaça e destruição causadas pelo fogo.

A tragédia no Shopping Tijuca levanta sérias questões sobre a eficácia dos treinamentos, a manutenção dos equipamentos de combate a incêndio e os protocolos de evacuação em grandes centros comerciais, colocando a segurança de trabalhadores e frequentadores no centro do debate.