Porto Alegre ativa novos radares de avanço de sinal a partir de 27 de abril
Novos radares de avanço de sinal em Porto Alegre a partir de 27/04

A partir desta segunda-feira, 27 de abril, novos pontos em Porto Alegre passam a contar com a fiscalização de Detectores de Avanço de Sinal, os conhecidos radares que multam automaticamente quem avança o sinal vermelho. Os equipamentos monitorarão os seguintes cruzamentos: Avenida Farrapos com Rua Santo Antônio, Avenida Oscar Pereira com Avenida Aparício Borges, e Avenida Nonoai/Avenida Cavalhada com Avenida Campos Velho/Avenida Vicente Monteggia.

O motorista que avançar o sinal vermelho e for flagrado pelas câmeras estará cometendo infração prevista no artigo 208 do Código de Trânsito Brasileiro. A multa, de natureza gravíssima, é de R$ 293,47, além de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Os chamados "Caetanos" já multaram 772 motoristas durante o primeiro mês de operação, conforme balanço da Empresa Pública de Transporte e Circulação. O cruzamento da Avenida Protásio Alves com a Rua Vicente da Fontoura foi o campeão de infrações, com 280 registros. No total, foram 405 multas por excesso de velocidade e 367 por avanço de sinal.

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Três radares operaram durante todo o mês de março: dois no cruzamento da Protásio Alves com Vicente da Fontoura e um entre as avenidas Bento Gonçalves e Princesa Isabel. Outro radar neste último cruzamento foi ativado em 26 de março, após ajustes técnicos.

No período analisado, foram registradas 772 infrações válidas em um fluxo total de 1.927.615 veículos, o que representa um índice de apenas 0,040% de autuações em relação ao volume total de veículos que circularam pelos pontos monitorados, informou a EPTC.

Apesar da operação contínua dos equipamentos, a EPTC informa que não haverá multas entre 23h e 5h. Uma resolução publicada no ano passado permite que motoristas avancem o sinal nesse período, das 23h às 4h59. Para seguir, o condutor deve reduzir a velocidade, observar o fluxo de veículos e pedestres e não ultrapassar 30 km/h ao cruzar a via.

A EPTC prevê a instalação de 15 "Caetanos" em Porto Alegre até maio. Confira os cruzamentos que receberão os equipamentos:

  • Protásio Alves x Vicente da Fontoura (desde 1º de março)
  • Bento Gonçalves x Princesa Isabel (desde 1º de março)
  • Farrapos x Santo Antônio (a partir de 27 de abril)
  • Aparício Borges x Oscar Pereira (a partir de 27 de abril)
  • Cavalhada/Nonoai x Campos Velho/Vicente Monteggia (a partir de 27 de abril)
  • Baltazar de Oliveira Garcia x Dante Angelo Pilla (instalação até maio)
  • Ipiranga x Silva Só (instalação até maio)
  • Sertório x Souza Reis x Edu Chaves (instalação até maio)
  • Bento Gonçalves x Antônio de Carvalho (instalação até maio)
  • Bento Gonçalves x João de Oliveira Remião (instalação até maio)
  • Protásio Alves x Ramiro Barcelos (instalação até maio)
  • Sertório x Ceará (instalação até maio)
  • Ipiranga x Salvador França (instalação até maio)
  • Carlos Gomes x Plínio Brasil Milano (instalação até maio)
  • Ipiranga x Azenha (instalação até maio)

Por que "Caetano"?

Os radares são apelidados de "Caetanos" em homenagem ao músico Caetano Veloso. Em um documento da CET-SP, o apelido se popularizou logo após a instalação dos primeiros aparelhos do tipo, em 1993. Na época, o músico já havia lançado pelo menos três músicas em que criticava o comportamento dos motoristas que ultrapassam o sinal vermelho.

Caetano Veloso fala sobre a infração de trânsito em pelo menos três músicas. Em "Neide Candolina" (1991), canta "...e ela nunca furou um sinal, e isso é legal". Em "Haiti" (1993), diz: "...e quando você furar o sinal vermelho, o velho sinal vermelho...". E também em "Podres Poderes" (1984), talvez a mais contundente: "Enquanto os homens exercem seus podres poderes, motos e fuscas avançam os sinais vermelho e perdem os verdes. Somos uns boçais".

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Um ano depois da instalação dos primeiros "Caetanos" em São Paulo, o cantor foi rosto da campanha de conscientização “Educação Para o Trânsito”, da TV Globo, em 1994. Foi quando o apelido se popularizou — curiosamente, acabou se consolidando mais no Rio Grande do Sul, onde é usado até hoje, do que em São Paulo. “Compor uma canção, declarar o amor à namorada, abraçar os amigos, participar de uma campanha de cidadania — tudo isso é uma questão de querer, de decidir, de escolher. Eu decidi estar aqui dizendo essas coisas. Você decide se quer ser, no trânsito, um cidadão”, disse Caetano à época.