A cidade de Rio Branco, no Acre, está de luto após a morte do motociclista Edino Nazareno de Oliveira Barroso, de 50 anos. Conhecido carinhosamente como Nazo, ele faleceu na tarde da última quinta-feira, 8 de fevereiro de 2026, após uma colisão com um caminhão boiadeiro na BR-364. Edino trabalhava como entregador por aplicativo no momento do trágico acidente.
Família em luto e indignação com as circunstâncias
A família de Edino tenta, agora, lidar com a dor da perda repentina. Em entrevista, sua irmã, Raquel Oliveira Barrozo, descreveu o motociclista como a alegria da família, brincalhão e com uma presença contagiante. Ele deixa a esposa e três filhos: duas meninas de 3 e 8 anos, e um filho mais velho de 28 anos.
Segundo Raquel, Edino era o principal provedor do lar. “A esposa está bastante abalada e à base de medicamentos para se manter firme. As crianças sentem muito a falta do pai, e o filho mais velho também está profundamente abalado”, lamentou a irmã. A indignação da família vai além da tragédia, pois foi informada de que o motorista do caminhão boiadeiro não possuía habilitação para conduzir aquele tipo de veículo.
“Para a infelicidade dele e de sua família, a irresponsabilidade do condutor foi determinante”, afirmou Raquel. O condutor foi conduzido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC) à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde pagou fiança e foi liberado.
Detalhes do acidente e trajetória de vida
O acidente ocorreu em um dia de chuva. Edino trafegava no sentido Centro-bairro, o mesmo do caminhão, quando colidiu com a lateral do veículo pesado. Com o impacto, ele perdeu o equilíbrio, caiu e foi arrastado para debaixo do caminhão, sofrendo um traumatismo craniano fatal. A morte foi confirmada no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Um detalhe que aumenta a angústia dos familiares é que, naquele dia, Edino já havia saído para trabalhar, mas retornou para atender a um pedido específico da irmã. “Naquele dia, eu precisei dele para fazer uma entrega e ele voltou”, relembrou Raquel, com pesar.
Antes de atuar como motociclista de aplicativo, Edino teve uma longa trajetória profissional. Ele trabalhou por 18 anos no jornalismo local, atuando na produção de um jornal impresso. Posteriormente, dedicou cerca de uma década à venda de erva-mate para uma empresa de tereré.
Terceira morte no trânsito do Acre em 2026
A morte de Edino Nazareno representa a terceira vítima fatal em acidentes de trânsito no estado do Acre apenas em 2026. O ano começou com outra tragédia: no dia 1º de janeiro, Thiago de Farias Pinheiro, de 23 anos, morreu após o carro em que estava capotar no quilômetro 12 da BR-364, em Sena Madureira. Dois amigos que estavam no veículo sobreviveram.
Na véspera do acidente com Edino, na quarta-feira (7), outro motociclista perdeu a vida. Eliezer Clemente dos Santos, de 65 anos, morreu após colidir com uma caminhonete na Via Chico Mendes, em Rio Branco, durante uma manobra de ultrapassagem. A sequência de fatalidades acende um alerta sobre a segurança viária no estado.
O corpo de Edino Nazareno foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco. A família e amigos agora se preparam para o velório, enquanto a comunidade se mobiliza para oferecer apoio à esposa e aos três filhos que ele deixou.