Uma motociata tomou conta da avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na tarde de segunda-feira (27). Familiares e amigos de Felipe Henrique Estevão Gonçalves, de 20 anos, organizaram o protesto para pedir justiça pela morte do entregador, atropelado enquanto trabalhava no dia 19 de abril, no Anel Viário Sul. O motorista, Gilberto Ferreira de Medeiros, de 47 anos, dirigia embriagado, segundo a polícia.
Manifestação e indignação
O ato contou com um caminhão de som, dezenas de motocicletas e faixas de protesto. Uma das faixas questionava: "Beber, dirigir e matar? Não é crime?". Outras mensagens pediam justiça e solidariedade: "Pela memória de Felipe, pela dor da família, pela voz de todos nós" e "Chega de silêncio, chega de impunidade. Queremos Justiça!". A concentração ocorreu na área externa do Teatro Municipal, de onde os participantes seguiram pela cidade, divulgado nas redes sociais.
Liberdade provisória do motorista
Gilberto foi preso em flagrante, mas liberado pela Justiça na última semana, mediante medidas cautelares. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que ele foi solto no dia 21 de abril, durante audiência de custódia. A defesa argumentou excesso de prazo na prisão, já que o suspeito ficou mais de 35 horas detido sem audiência. Também destacaram que ele é réu primário, tem residência fixa, trabalho lícito e colaborou com as investigações. O juiz André Ricardo Botasso determinou sigilo do processo e medidas para preservar a integridade do investigado.
Detalhes do acidente
Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Gilberto dirigia um carro de passeio que invadiu a contramão e bateu de frente com a moto de Felipe. O jovem morreu no local. O teste do etilômetro apontou nível de álcool quase 20 vezes acima do permitido. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Uberlândia.
Quem era a vítima
Felipe Henrique trabalhava como entregador e era conhecido como "gente boa e de bem com a vida", segundo amigos. Ele havia comprado a motocicleta recentemente e estava próximo de quitá-la. No acidente, fazia uma entrega para o negócio da família. Felipe era filho único e deixa os pais e a esposa.



