Um funcionário do restaurante Grado, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, relatou detalhes da confusão envolvendo o cantor Ed Motta e seus amigos, ocorrida na madrugada do dia 2 de maio. O caso ganhou repercussão após ser exibido no programa Fantástico, da TV Globo.
Vítima ferida por garrafa
Imagens divulgadas pela defesa da vítima mostram os ferimentos sofridos por um homem que foi atingido por uma garrafa durante a briga. A vítima, que preferiu não se identificar por medo de retaliações, teve cortes e hematomas visíveis. Em nota, seus advogados classificaram o ato como “covarde” e afirmaram que as cenas “evidenciam uma demonstração de violência inaceitável”. A defesa aguarda providências das autoridades policiais.
Motivo da discussão
Segundo relatos, a confusão começou quando o grupo de Ed Motta questionou a cobrança da chamada “taxa de rolha”, uma tarifa aplicada a clientes que levam seu próprio vinho ao restaurante. De acordo com os responsáveis pelo estabelecimento, o grupo levou sete garrafas de vinho e consumiu cinco. A conta total ultrapassava R$ 7 mil.
Funcionários afirmaram que o cantor ficou irritado, discutiu com a equipe e chegou a arremessar uma cadeira dentro do salão. Um funcionário ouvido pelo Fantástico disse que ouviu ameaças e xingamentos durante o incidente.
Agressão a cliente
Após a discussão inicial, testemunhas relataram que amigos do cantor passaram a discutir com clientes de uma mesa vizinha. Um dos homens envolvidos deu um soco na vítima, enquanto outro arremessou uma garrafa contra ela. Os clientes acionaram a polícia, mas os envolvidos deixaram o local antes da chegada dos agentes. O caso foi registrado como lesão corporal na delegacia.
Defesa dos envolvidos
A defesa de Ed Motta negou que o cantor tenha cometido agressões e afirmou que ele deixou o restaurante indignado com o atendimento. Já os advogados dos outros envolvidos disseram que os clientes estão à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Repercussão
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e na mídia. A reportagem do Fantástico também destacou outros episódios de violência motivados por questões banais, como corte de cabelo, cebola no lanche, taxa de vinho e trânsito.



