Operação de segurança no Metrô de São Paulo em dias de jogos
O Metrô de São Paulo enfrenta desafios diários para garantir a segurança dos passageiros, especialmente em dias de eventos esportivos. Durante uma final de campeonato, o Grupo de Operações Especiais (GOT) atuou na Estação Corinthians-Itaquera para conter uma multidão de torcedores exaltados. O fluxo estimado era de 2.500 a 3.000 corintianos, e após um empate por 0 a 0, o clima ficou tenso na rampa de acesso. Torcedores soltaram fogos e arremessaram objetos contra funcionários.
Um dos agentes explicou: "Nos dias de estratégia de futebol, o intuito do GOT é evitar confrontos apenas com a ação de presença. Porém, em caso de quebra de ordem, atuamos de forma repressiva até a retomada da ordem." A concentração de pessoas na rampa dificultou o controle de fluxo nas catracas, gerando empurra-empurra. Um funcionário relatou: "Tentamos usar o máximo de catracas ou bloqueios para liberar a passagem, mas não foi possível conter um grupo muito grande de torcedores na rampa."
Outro integrante completou: "Vai acumulando gente, e um grupo de torcedores exaltados tacava copo e refrigerante." Para evitar que a multidão invadisse a plataforma de embarque, os agentes usaram escudos e barreiras para fechar as portas da estação. Um agente afirmou: "Disparamos spray dispersante à base de gengibre e, com escudos, empurramos os torcedores para fora do portão. Assim conseguimos fechar os portões." O fluxo foi liberado aos poucos, e quatro dias depois, o Corinthians venceu o Vasco por 2 a 1 no Maracanã, garantindo o título da Copa do Brasil de 2025.
Combate a crimes e correria nas oficinas
O monitoramento do sistema de transporte também registrou outras ocorrências. Na Estação Ana Rosa, um homem disfarçado de passageiro furtou a bolsa de uma funcionária de quiosque e a jogou nos trilhos para tentar recuperá-la depois, mas o objeto foi interceptado pelos agentes. O segurança relatou: "Pegou a bolsa, jogou como se fosse para a via e correu para buscar. Vimos nas imagens que ele não encontrou. A bolsa caiu na coluna e foi recuperada."
Na Estação República, o celular de outra trabalhadora foi levado por dois assaltantes. Já na Estação Bresser-Mooca, os agentes desarmaram um homem que caminhava com duas facas. O funcionário detalhou: "Havia um indivíduo perambulando no mezanino com duas facas, uma em cada mão. Foi abordado com cuidado, retiradas as armas brancas e liberado."
Por fim, nos bastidores da manutenção, técnicos correram para consertar duas composições com falhas antes do horário de pico. Um trem tinha o sensor de travamento comprometido por uma mola quebrada no gancho-trava da porta, e o outro exigiu reparos complexos após ficar fora de circulação pela manhã. Os consertos foram entregues a tempo, evitando impacto no transporte de milhares de passageiros.



