Cantor atropela e mata menino de 6 anos no acostamento em Ribeirão Preto
Cantor atropela menino de 6 anos em Ribeirão Preto

Um trágico acidente na virada do ano resultou na morte de um menino de seis anos e deixou sua mãe gravemente ferida em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O motorista envolvido é o cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos, que agora é investigado pela polícia.

Detalhes do atropelamento em Bonfim Paulista

O acidente ocorreu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2024, em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, no distrito de Bonfim Paulista. As vítimas eram Eliene de Santana Maia, de 33 anos, e seu filho, Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, que caminhavam pelo acostamento.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo, um carro alugado conduzido por Gustavo, saiu da pista e atingiu mãe e filho pelas costas. O menino Guilherme não resistiu aos ferimentos e morreu. Já a mãe, Eliene, foi submetida a duas cirurgias e aguarda uma terceira no Hospital das Clínicas, com braços e pernas engessados e pinos na bacia.

A versão da defesa do cantor investigado

Em entrevista à EPTV na quarta-feira, 14 de fevereiro, o advogado do cantor, João Pedro Damasceno, apresentou a defesa. Ele negou que Gustavo tenha ingerido bebida alcoólica durante a confraternização de Réveillon com familiares, da qual voltava.

"O Gustavo não bebeu. É um crime culposo que está sendo apurado", afirmou Damasceno. Ele também contestou a acusação de que o cliente tenha fugido do local, alegando que ele não percebeu o atropelamento. "A questão do barulho, o Gustavo estava com o vidro fechado. Por mais que algumas pessoas poderiam ter gritado, ele estava olhando no retrovisor", explicou.

O cantor teria se distraído com a central multimídia do carro. Ele só se apresentou à polícia na tarde do dia 2 de janeiro, um dia após o ocorrido. Testemunhas, como o frentista Marcelo Santos, relataram que tentaram alertar o motorista, que seguiu viagem.

Andamento do caso e ajuda oferecida

Gustavo Perissoto é investigado por homicídio culposo – quando não há intenção de matar – e responde ao processo em liberdade, por falta de requisitos legais para prisão preventiva.

A defesa afirmou ter entrado em contato com o advogado da família das vítimas para oferecer ajuda financeira com custos de medicamentos e do velório do menino Guilherme, mas não obteve retorno. O advogado da família informou que o assunto só será discutido durante o processo judicial.

O advogado de Gustavo também ressaltou que o cliente estacionou o carro na porta do próprio prédio após o acidente, o que, para a defesa, demonstra que não houve intenção de ocultar o veículo.