Uma forte chuva que caiu na noite de quinta-feira (15) causou estragos e paralisou um dos principais corredores de ligação entre São Paulo e o Paraná. Na manhã desta sexta-feira (16), a Rodovia Régis Bittencourt ainda registrava um congestionamento superior a 30 quilômetros devido a pontos de alagamento e muita lama sobre a pista.
Trânsito parado desde a noite de quinta
O problema começou após a chuva intensa da véspera. De acordo com a concessionária responsável pela via, o volume de água chegou a impressionantes 64 milímetros em apenas 30 minutos. Essa quantidade excessiva em curto espaço de tempo superou a capacidade de drenagem, resultando em alagamentos e no carreamento de barro para a rodovia.
O tráfego no sentido capital paulista ficou completamente paralisado desde a noite de quinta. As filas se estenderam do quilômetro 290, em Itapecerica da Serra, até o quilômetro 326, em Juquitiba, afetando os municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Mais de 12 horas de espera para motoristas
A situação foi especialmente crítica para caminhoneiros e outros condutores que ficaram presos no local. Alguns relataram que estavam imóveis no trânsito desde as 18h de quinta-feira, o que significa que passaram mais de metade de um dia dentro de seus veículos.
"Estou aqui parado desde o início da noite de ontem. Não saí do lugar. É desesperador", contou um dos motoristas afetados pelo caos. Apesar de uma faixa ter sido liberada para circulação na manhã de sexta, o congestionamento represado era tão grande que a fluidez não retornou rapidamente.
Sentido contrário opera normalmente
Enquanto o sentido São Paulo enfrentava o caos total, a situação no sentido oposto, rumo ao Paraná, era completamente diferente. Nessa direção, não houve bloqueios ou interdições, e o tráfego seguiu fluindo sem maiores problemas, conforme informaram as autoridades.
As equipes da concessionária trabalharam durante a madrugada e a manhã para remover a lama e liberar as pistas. No entanto, a extensão dos estragos e o volume de veículos presos tornaram a operação de desobstrução lenta e desafiadora.
O episódio serve como um alerta para os impactos de eventos climáticos extremos na malha viária, especialmente em rodovias de grande movimento como a Régis Bittencourt, que é vital para o transporte de cargas e passageiros entre duas importantes regiões do país.