NASA se aproxima de lançamento histórico da Artemis II após adiamentos
Após uma série de ajustes no cronograma e novos adiamentos causados pelo mau tempo na Flórida, a NASA se aproxima de um momento histórico: o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972. Diferentemente da Artemis I, que foi não tripulada, desta vez há astronautas a bordo, marcando um retorno humano ao espaço profundo após mais de meio século.
Detalhes da missão e data de lançamento
A NASA trabalha com 8 de fevereiro como a data mais próxima para o lançamento, mas a confirmação depende das condições meteorológicas e da conclusão das etapas finais de preparação do foguete na plataforma do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Se essa janela for perdida, as próximas oportunidades são em 10 e 11 de fevereiro, ou então em março e abril.
A missão terá duração aproximada de dez dias e não prevê pouso na Lua. O plano é levar os astronautas a um sobrevoo pelo satélite natural, passando pelo seu lado oculto e retornando à Terra em uma trajetória de retorno livre, que aproveita a gravidade da Terra e da Lua para trazer a cápsula de volta sem necessidade de grandes manobras de propulsão.
Tripulação e objetivos da Artemis II
Quatro tripulantes vão viajar dentro da cápsula Orion, impulsionada pelo Space Launch System (SLS), o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana. A bordo estão:
- Reid Wiseman, comandante da missão
- Victor Glover, piloto
- Christina Koch, especialista de missão
- Jeremy Hansen, o canadense especialista de missão
Eles serão os primeiros humanos a se afastar da Terra em mais de 50 anos, superando distâncias alcançadas desde as missões Apollo. Durante o voo, a tripulação vai testar sistemas essenciais da Orion em um ambiente de espaço profundo, incluindo suporte de vida, comunicações, navegação e controle manual da cápsula.
O programa Artemis e futuras missões
Se bem-sucedida, a Artemis II abre caminho para a ainda mais aguardada Artemis III, missão que deve marcar o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no satélite natural. O programa Artemis visa estabelecer uma presença humana permanente na Lua e usar o satélite como trampolim para futuras missões tripuladas a Marte.
Desafios e preparativos
A Artemis II ainda não saiu do chão porque a NASA decidiu avançar com cautela máxima antes de colocar astronautas novamente em uma missão lunar tão importante. Desde o voo de teste realizado em 2022, a agência vem revisando sistemas, ajustando procedimentos e aceitando atrasos como parte do processo para reduzir riscos.
O principal ponto de atenção surgiu após a missão Artemis I, quando análises revelaram danos inesperados no escudo térmico da cápsula Orion. A NASA precisou realizar mais de 100 testes para entender o problema e alterar o perfil de reentrada da Artemis II para reduzir riscos.
Contexto internacional e pressões
A missão está no centro de uma nova corrida espacial, com pressão vinda do Congresso americano, parceiros internacionais e da competição geopolítica com a China. A Artemis II inclui o astronauta canadense Jeremy Hansen como parte de um acordo internacional, e a Europa participa com o Módulo de Serviço da cápsula Orion.
Para os parceiros internacionais, a Artemis II funciona como um teste de confiança no programa e um passo decisivo antes da montagem da estação lunar Gateway e das próximas missões tripuladas.