OMS alerta: mais de 100 milhões usam cigarros eletrônicos, incluindo 15 milhões de crianças
OMS alerta: 15 milhões de crianças usam cigarros eletrônicos

OMS emite alerta global sobre o uso de cigarros eletrônicos por crianças e adolescentes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório alarmante no dia 6 de outubro de 2025, revelando que mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo fazem uso de cigarros eletrônicos. Desse total, pelo menos 15 milhões são crianças, um número que preocupa profundamente as autoridades de saúde internacionais.

Crianças são nove vezes mais propensas ao uso de vape do que adultos

O documento da OMS destaca uma estatística chocante: as crianças apresentam uma probabilidade nove vezes maior de utilizar dispositivos de vape em comparação com a população adulta. Esse dado evidencia uma tendência preocupante que vem se consolidando nos últimos anos, especialmente entre os mais jovens.

O Dr. Etienne Krug, representante da OMS, enfatizou que, embora o cigarro eletrônico seja frequentemente considerado menos danoso do que o cigarro tradicional, na prática ele tem contribuído para um aumento significativo da dependência em nicotina entre adolescentes e jovens adultos. "Estamos testemunhando um retrocesso de décadas no avanço da saúde pública", afirmou o especialista, destacando os riscos associados a essa nova forma de consumo.

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Histórico do cigarro eletrônico e sua rápida disseminação

O crescimento do cigarro eletrônico teve início em 2003, quando foi introduzido no mercado como uma alternativa aparentemente mais segura aos cigarros convencionais e como uma solução promissora para auxiliar no abandono do tabagismo. No entanto, a popularização desses dispositivos ocorreu de forma acelerada e abrangente.

Pessoas de todas as classes sociais começaram a aderir ao novo aparelho eletrônico, incluindo um número crescente de adolescentes. O uso do vape rapidamente se transformou em uma moda global, sendo adotado por milhões de jovens adultos em diversos países, o que amplificou os desafios para as políticas de controle do tabaco.

Riscos à saúde: da "doença do cigarro eletrônico" ao "pulmão de pipoca"

Apesar das alegações iniciais de segurança, evidências científicas e relatos médicos têm demonstrado graves consequências para a saúde dos usuários. Muitas mortes já foram confirmadas devido à chamada "doença do cigarro eletrônicos", uma condição respiratória grave associada ao uso desses dispositivos.

Mais recentemente, surgiram relatos preocupantes sobre o desenvolvimento do "pulmão de pipoca", uma lesão pulmonar também vinculada ao fumo de cigarros eletrônicos. Esses casos levantam questionamentos fundamentais sobre a real segurança do vape e exigem uma revisão urgente das regulamentações e campanhas de conscientização.

Diante desse cenário, a OMS reforça a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger as gerações mais jovens e evitar que os avanços conquistados na redução do tabagismo sejam perdidos. A vigilância contínua e a educação sobre os riscos associados aos cigarros eletrônicos são passos essenciais para enfrentar essa crise de saúde pública em escala global.

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