Idosa de 112 anos pode entrar para Guinness após cirurgia no fêmur em Palmas
A idosa Isabel Gomes, com 112 anos e 9 meses, pode entrar para o Livro dos Recordes Guinness após realizar uma cirurgia no fêmur no Hospital Geral de Palmas (HGP), em Palmas, Tocantins. A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde do Tocantins (SES) nesta sexta-feira (27).
Detalhes do procedimento e recorde mundial
Isabel Gomes, moradora de Palmas, nasceu em 1913 e fraturou o fêmur após cair dentro de casa. A cirurgia foi realizada na última terça-feira (24) e considerada bem-sucedida pela equipe médica, apesar dos riscos inerentes à idade avançada, como infecções e trombose.
Com essa idade, ela pode superar a britânica Gladys Ada Elizabeth Hooper, que detém o recorde por ter realizado um procedimento no quadril aos 112 anos e 264 dias, em 2015. A administração do hospital informou que enviará toda a documentação ao Guinness para homologação.
Equipe multidisciplinar e complexidade do caso
Segundo a SES, o procedimento exigiu a atuação de uma equipe multidisciplinar, composta por ortopedistas, geriatras, anestesiologistas, enfermeiros e fisioterapeutas. O médico ortopedista Ronaldo Rêgo Rodrigues explicou que o foco foi restaurar a mobilidade da paciente, aliviar a dor e possibilitar o retorno ao convívio familiar.
“Trata-se de um caso de alta complexidade, principalmente pela idade extremamente avançada, o que exige tomada de decisão baseada em segurança, evidência científica e experiência clínica”, afirmou Rodrigues.
Comparação com outros recordes mundiais
Embora Isabel Gomes possa se tornar a pessoa mais idosa do mundo a passar por uma cirurgia ortopédica, o título de paciente mais velha a ser submetida a um procedimento cirúrgico pertence à japonesa Chiyo Miyako. Segundo o Guinness World Records, Miyako passou por uma amputação na perna esquerda em 8 de maio de 2017, aos 116 anos e 6 dias.
Caso a marca de Isabel seja homologada, ela poderá deter o recorde específico para intervenções ortopédicas de grande porte, como a correção de fratura de fêmur, aos 112 anos e 9 meses. A SES não detalhou quando deve ser feito o envio de toda a documentação.
Contexto e importância do caso
Este caso destaca avanços na medicina geriátrica e ortopédica, demonstrando que procedimentos complexos podem ser realizados com sucesso em pacientes de idade muito avançada, desde que haja uma abordagem cuidadosa e especializada.
A história de Isabel Gomes serve como exemplo de resiliência e cuidado médico, reforçando a importância de serviços de saúde públicos e equipes preparadas para lidar com desafios únicos em idosos.
