Dengue em Teresina: casos caem 6,1%, mas alerta continua com chuvas e 39 casos de Chikungunya
Dengue: Teresina tem queda de casos, mas alerta continua

Dengue em Teresina: casos confirmados caem 6,1%, mas alerta permanece com período chuvoso

A capital piauiense, Teresina, registrou um total de 558 casos confirmados de dengue no período compreendido entre o dia 1º de janeiro e 23 de março de 2026, conforme dados divulgados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Esse número representa uma redução significativa de 6,1% em comparação com o mesmo intervalo temporal do ano anterior, 2025, quando a cidade contabilizou 594 ocorrências da doença viral.

Alerta reforçado apesar da queda nos números

Apesar da diminuição nos registros, a FMS emitiu um alerta reforçado para a população manter os cuidados essenciais contra o mosquito Aedes aegypti, vetor transmissor não apenas da dengue, mas também das doenças Chikungunya e Zika. A preocupação das autoridades sanitárias se intensifica durante esta época do ano devido às chuvas mais frequentes, que criam condições ideais para o acúmulo de água parada e, consequentemente, para a proliferação acelerada do inseto.

Além dos casos de dengue, Teresina também confirmou, no mesmo período de 2026, um total de 39 ocorrências de Chikungunya, destacando a necessidade de vigilância contínua contra o mosquito transmissor.

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O que é a dengue e sua evolução imprevisível

A dengue é classificada como uma doença viral aguda, transmitida exclusivamente pela picada do mosquito Aedes aegypti fêmea infectado. Este mosquito encontra seu habitat ideal para reprodução em locais com acúmulo de água parada, como caixas-d’água destampadas, pneus abandonados, garrafas plásticas e qualquer recipiente descoberto que possa reter líquidos.

De acordo com a Fundação Municipal de Saúde, a manifestação da dengue pode variar amplamente, desde sintomas leves e moderados até quadros clínicos graves, que demandam atendimento médico imediato e especializado. A gerente de Epidemiologia da FMS, Amparo Salmito, explicou que a evolução da doença em cada paciente é imprevisível.

“A dengue pode se apresentar de formas leves, mas também tem o potencial de evoluir para quadros graves. Não é possível prever com antecedência quem desenvolverá a forma mais severa e quem terá apenas sintomas leves. Portanto, os cuidados preventivos precisam ser mantidos de forma constante e rigorosa”, alertou a especialista.

Ela também enfatizou que o risco de transmissão aumenta consideravelmente durante o período chuvoso, quando os focos de reprodução do mosquito se multiplicam. “Quando os índices pluviométricos ficam mais elevados, como estamos vivenciando atualmente, cresce exponencialmente o risco de proliferação do mosquito, porque cada poça ou recipiente com água parada se transforma em uma potencial fonte de infecção”, detalhou Amparo Salmito.

Sintomas principais da dengue

Os sintomas mais comuns e característicos da dengue incluem:

  • Febre alta de início súbito e repentino
  • Dores intensas no corpo e nas articulações
  • Sensação de fraqueza extrema e prostração
  • Dor persistente atrás dos olhos
  • Dor de cabeça forte e constante

Segundo a gerente de Epidemiologia, alguns sinais específicos auxiliam na identificação precoce da doença. “A dor no fundo do olho é um sintoma muito frequente e bastante relatado pelos pacientes diagnosticados com dengue”, afirmou.

Tratamento e orientações médicas

Não existe atualmente um tratamento medicamentoso específico ou antiviral direcionado para a dengue. A recomendação oficial das autoridades de saúde é buscar atendimento médico profissional assim que os primeiros sintomas surgirem. O tratamento é baseado principalmente em medidas de suporte, que incluem:

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  1. Hidratação intensa e contínua, com ingestão abundante de água, sucos naturais e água de coco
  2. Repouso absoluto para recuperação do organismo
  3. Acompanhamento médico regular para monitoramento da evolução do quadro

A gerente de Epidemiologia reforçou que a ingestão adequada de líquidos é um elemento crucial para evitar complicações mais sérias. “Hidratar bem o corpo é fundamental. A pessoa precisa tomar líquidos em grande quantidade, consumir sucos, água de coco, para garantir uma diurese adequada, ou seja, urinar de forma satisfatória, o que ajuda a diminuir a gravidade potencial da doença”, orientou Amparo Salmito.

Medidas de prevenção e combate ao mosquito

A principal e mais eficaz forma de prevenção da dengue é eliminar todos os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada. Entre os cuidados recomendados pela FMS estão:

  • Manter caixas-d’água, cisternas e reservatórios sempre bem vedados e fechados
  • Armazenar garrafas vazias sempre com a boca voltada para baixo
  • Trocar diariamente a água de bebedouros de animais domésticos
  • Evitar o acúmulo de lixo e entulho em quintais e áreas comuns
  • Não deixar pneus velhos em locais descobertos e expostos à chuva
  • Limpar regularmente bandejas e reservatórios de climatizadores de ar

A FMS alerta que alguns objetos do cotidiano costumam passar despercebidos, mas representam riscos significativos. “Os climatizadores de ar parecem inofensivos, mas muitas vezes acumulam água com larvas do mosquito. Qualquer objeto ou recipiente que possa acumular água, por menor que seja, exige cuidado e atenção redobrada”, reforçou a fundação.

O combate à dengue requer uma ação coletiva e contínua, envolvendo não apenas o poder público, mas também a participação ativa de cada cidadão na eliminação dos focos do mosquito transmissor, especialmente durante o período chuvoso que favorece sua proliferação.