Anvisa determina recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala por substância proibida
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, uma medida de segurança crucial para a saúde pública. A agência determinou o recolhimento imediato de esmaltes em gel da marca Impala, fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda. Esta decisão foi tomada após a própria fabricante comunicar à Anvisa sobre o recolhimento voluntário de produtos que contêm em suas formulações a substância INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, mais conhecida como TPO.
Lista completa dos produtos afetados pelo recolhimento
De acordo com o comunicado oficial da Anvisa, todos os lotes dos seguintes produtos devem ser retirados do mercado:
- Plus Gel Esmalte Impala Gel
- Esmalte Gel Impala Gel Plus
- Gel Plus Impala Esmalte Gel
- Esmalte Gel Plus Impala
- Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear
A medida abrange todos os lotes desses produtos, indicando uma preocupação ampla com a segurança dos consumidores. A Anvisa enfatizou que esta ação é preventiva e visa proteger a população brasileira de riscos à saúde associados ao uso desses cosméticos.
Contexto regulatório: por que o TPO foi proibido no Brasil
Esta decisão da Anvisa está diretamente relacionada à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025, publicada em outubro de 2025. Esta resolução proíbe especificamente o uso de duas substâncias químicas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes: o TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA).
Estas substâncias são comumente encontradas em produtos utilizados para fazer unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel que necessitam de exposição à luz ultravioleta (UV) ou LED para sua fixação. A proibição foi estabelecida com base em estudos científicos internacionais que demonstraram riscos significativos à saúde humana.
Riscos à saúde identificados pela Anvisa
A agência reguladora destacou que a medida tem como objetivo principal proteger a saúde da população contra riscos de câncer e problemas reprodutivos. Em sua justificativa, a Anvisa citou estudos internacionais realizados em animais que confirmaram os seguintes perigos:
- DMPT: classificado como uma substância que pode causar câncer em seres humanos.
- TPO: classificado como tóxico para a reprodução, com potencial para prejudicar significativamente a fertilidade.
"A decisão é uma medida para proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles", informou a Anvisa em comunicado oficial. A agência ressaltou que os profissionais de beleza que aplicam esses produtos estão particularmente expostos, já que lidam com essas substâncias de forma regular e prolongada.
Implicações para consumidores e profissionais
Os consumidores que possuem qualquer um dos produtos listados devem interromper imediatamente seu uso e descartá-los adequadamente. Para os profissionais de beleza, a Anvisa recomenda verificar cuidadosamente a composição de todos os produtos utilizados em seus estabelecimentos, garantindo que não contenham as substâncias proibidas.
A medida da Anvisa representa um importante avanço na regulamentação de cosméticos no Brasil, alinhando as práticas nacionais com os padrões internacionais de segurança. A agência continuará monitorando o mercado para garantir o cumprimento da resolução e proteger a saúde pública contra produtos potencialmente perigosos.
