Mpox: Caso suspeito em Mossoró é descartado, mas doença segue como emergência global
Caso suspeito de mpox em Mossoró é descartado pela Sesap

Caso suspeito de mpox em Mossoró é descartado após exames

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou, nesta quarta-feira (25), que o resultado do exame para mpox de uma jovem de 19 anos internada no Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, foi negativo. Com isso, o estado não registra nenhum caso confirmado da doença viral em 2026 até o momento.

Trajetória da paciente e suspeita inicial

A paciente deu entrada na UPA de São Manoel, também em Mossoró, no dia 20 de fevereiro, após apresentar sintomas como febre e lesões na pele. A equipe médica, diante do quadro clínico e do histórico de viagem recente da jovem a João Pessoa, levantou a suspeita de infecção por mpox, doença que voltou a ser classificada como emergência global de saúde pública.

Na terça-feira (24), ainda com erupções cutâneas, mas consciente e se alimentando bem, a paciente foi transferida para o Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência para doenças infectocontagiosas na região. No hospital, ela foi mantida em isolamento e seu quadro de saúde foi considerado estável. A Sesap informou que a jovem passará por uma avaliação médica final antes de receber alta.

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O que é a mpox e como é transmitida?

Conforme o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença viral cujos principais sintomas incluem:

  • Lesões na pele que evoluem para bolhas e feridas
  • Aumento de ínguas (gânglios linfáticos)
  • Febre, dor de cabeça e dores no corpo
  • Calafrios e fraqueza

A transmissão ocorre principalmente por:

  1. Contato direto com as lesões de pele de pessoas infectadas
  2. Contato com fluidos corporais
  3. Contato com objetos contaminados (roupas, lençóis, toalhas)

O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, pois ainda não existe um medicamento específico para a doença. A vigilância epidemiológica e o isolamento de casos suspeitos são medidas fundamentais para conter surtos.

Contexto global e importância da vigilância

O descarte deste caso em Mossoró ocorre em um momento em que a mpox voltou a ser declarada uma emergência de saúde global por organizações internacionais. A doença, que antes tinha circulação restrita a algumas regiões da África, espalhou-se para diversos países a partir de 2022, exigindo monitoramento constante dos sistemas de saúde.

O resultado negativo no Rio Grande do Norte é um alívio para as autoridades locais, mas serve como alerta para a necessidade de manter protocolos de vigilância ativos, especialmente em unidades de saúde de referência e em regiões com fluxo de viajantes. A rapidez no isolamento da paciente e na realização dos exames demonstra a eficácia dos procedimentos adotados no estado.

Embora não haja casos confirmados em 2026 no RN, a Sesap reforça a importância de notificar qualquer suspeita e de buscar atendimento médico diante de sintomas compatíveis, lembrando que o diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para o controle da doença.

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